Pesquisa mostra consumo de drogas
Valmir Denardin
Dos estudantes de Foz do Iguaçu, entre a sétima série e a universidade, 18% já consumiram algum tipo de droga. A constatação é de uma pesquisa realizada com mil alunos dessa faixa de ensino, realizada pelo professor secundário e vereador Sergio Paulo de Oliveira (PFL). Os resultados do trabalho estão reunidos no livro Inimigo Público Número 1 - A Realidade das Drogas em Foz do Iguaçu, lançado ontem.
A pesquisa foi realizada pessoalmente por Oliveira em setembro do ano passado. Foram entrevistados estudantes a partir de 12 anos de 29 estabelecimentos: 21 colégios públicos, cinco particulares e as três faculdades da cidade, Unioeste (pública), Unifoz e Faculdades Positivo (particulares). O contingente em estabelecimentos públicos representou 75% dos entrevistados. Foz do Iguaçu possui 81,4 mil estudantes. O município tem 242 mil habitantes.
A principal conclusão é que, entre os mil entrevistados, 182 já experimentaram algum tipo de droga ilícita (não foram considerados álcool e cigarro), mas apenas 7,3% se declararam dependentes. Entre os que já usaram ou ainda usam drogas, 73,2% começaram entre os 12 e os 18 anos. Mas 7,5% se iniciaram antes dos 12 anos, fase tecnicamente considerada como infância.
As drogas mais consumidas pelos estudantes são maconha (42,4%), lança-perfume (21,4%) e cocaína (17,1%). A maioria (51,6%) usa drogas em clubes, festas ou casas noturnas. O segundo local de consumo são as casas de amigos (19%) e o terceiro, a escola (16,9%). Apenas 5,4% dos entrevistados consome entorpecentes na própria casa.
A principal influência para os estudantes consumirem drogas são os amigos (29,9%), seguidos pelo fator curiosidade (com 19,5% das respostas) e conflitos familiares (16,1%). Apesar do alto índice de consumo, a maioria dos entrevistados (80,3%) é contra a legalização das drogas.
Segundo o pesquisador, a facilidade de acesso à maconha, cocaína e lança-perfume em Foz do Iguaçu estimulam o vício. Localizada na fronteira com Paraguai e Argentina, a cidade é considerada um corredor de tráfico, principalmentes desses três tipos de entorpecentes.
A principal forma de prevenção é a orientação, principalmente em casa e na escola, avalia Oliveira, de 36 anos, professor de português e inglês há 15 anos. O Inimigo Público Número 1 é o quinto livro seu. Os outros são de poesia e contos.
A primeira edição do livro tem 10 mil exemplares, que serão distribuídos gratuitamente em escolas, igrejas e órgãos de segurança da cidade.De mil alunos entrevistados 18% já experimentaram alguma droga; cidade é corredor do tráfico internacional
Ney de SouzaResultadosO professor Sérgio de Oliveira mostra seu livro Inimigo Público Número 1 lançado ontem e que será distribuído gratuitamente nas escolas





