Após a aprovação do credenciamento, segundo o secretário do Seti, Alipio Santos Leal Neto, ainda serão necessários alguns ajustes para a criação da sétima universidade estadual paranaense.
''A lei (que criou a Unespar) previa que a sede seria em Jacarezinho. Como as instituições do Norte Pioneiro relacionadas na lei foram separadas para a criação da Uenp, isso terá que ser alterado. Também serão necessários ajustes para que a Unespar tenha vida própria. Hoje, está muito vinculada à Seti. Até mesmo a reitoria, pela qual sou responsável, tem uma pequena estrutura dentro da secretaria. Com a universidade credenciada, teremos que fazer os procedimentos para que tenha uma sede própria, funcionários'', explica.
''O Paraná hoje é referência em universidades multicampi: a Unicentro, a Unioeste, a UEM, por exemplo, são assim. É certo que os campi mais avançados estão nas sedes ou perto delas, ao contrário do que deve acontecer na Unespar, que terá campi no Litoral, no Noroeste, em várias regiões. Mas isso não é problema. É um formato mais moderno de universidade'', acredita Leal.
Depois disso, aponta o secretário, virá a parte que vai exigir mais esforços: formar uma universidade a partir de sedes distantes centenas de quilômetros entre si, integrando regiões, projetos pedagógicos e mentalidades diferentes.
''Vamos estimular pesquisa e extensão, que são muito incipientes nessas faculdades. Por estar em vários municípios, a Unespar vai poder alavancar diferentes regiões do Estado e, quem sabe, até mesmo estimular o estabelecimento de novos arranjos produtivos locais. O Paraná nunca teve um sistema efetivo de educação superior. A integração não será apenas dentro de cada universidade, mas dentro de todo o sistema. As instituições vão fomentar o desenvolvimento econômico, social, cultural, tecnológico'', alega Leal.
De acordo com o secretário, a ideia da integração da Academia do Guatupê à Unespar é que a unidade funcione nos moldes de estabelecimentos como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
''Será uma instituição de ensino superior, mas de regime próprio, com características que terão que ser respeitadas. Além da formação de patentes menores e altas patentes, a academia terá foco na indução do desenvolvimento e na preservação da cidadania. Hoje, o aluno estuda a parte básica na academia, depois faz um curso de Direito, Medicina. Agora, poderá fazer um bacharelado em Segurança Pública e ter uma formação mais voltada para a cidadania. Terá um upgrade da sua formação dentro da universidade e dentro do sistema de ensino superior, que vai incluir as universidades estaduais e as instituições federais'', descreve o secretário. (F.G.)

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