Pesquisa do TCE apontará custo do aluno em Londrina
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
Marcos Roman <br> Reportagem Local 
Quanto custa manter um aluno na rede municipal de ensino e qual a eficácia dos recursos investidos nesse processo? Com o objetivo de responder essas perguntas, professores e alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão pesquisando os investimentos feitos pela Prefeitura na área de ensino - infantil e fundamental. O trabalho, iniciado neste ano, integra o Plano Anual de Fiscalização (PAF) desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O resultado da pesquisa será divulgado em julho.
Na manhã de ontem, o presidente do TCE, Fernando Augusto Mello Guimarães, esteve em Londrina para avaliar o projeto. ''É uma forma de promover a cidadania e mostrar que é possível criar uma grande rede de fiscalização do dinheiro público'', destacou Guimarães, durante encontro realizado na Escola Municipal Maria Carmelita Vilela Magalhões, localizada no Jardim Mazzei (Zona Sul).
Guimarães explicou que o projeto é desenvolvido em 110 cidades, em parceria com alunos e professores das universidades estaduais. ''Propusemos que cada instituição escolhesse um tema dentro das áreas de educação, saúde, meio ambiente e gestão pública. Em Londrina, a UEL decidiu trabalhar na área de educação'', explicou. ''A partir desse trabalho será possível cobrar ações por parte das autoridades municipais e também criar propostas de expansão das atividades através de projetos apresentados na Assembléia Legislativa.''
''Escolhemos trabalhar com educação na pré-escola e no ensino fundamental, porque esse período é crucial para criança. Estudos apontam que o bom atendimento nos primeiros anos escolares aumenta a possibilidade do aluno entrar na universidade e ser bem sucedido profissionalmente'', enfatizou o professor do departamento de Economia da UEL, Sérgio Carvalho, coordenador do PAF em Londrina.
Carvalho informou que o levantamento é realizado por 10 estudantes de vários cursos, como Economia e Serviço Social. ''Montamos um projeto orientando os alunos a auferir o custo de uma escola municipal padrão, verificando os gastos com salários do professores, luz, água, material didático, merenda, uniformes, transporte escolar, entre outros itens.''
Segundo Carvalho, polêmicas envolvendo a aquisição de uniformes e a compra de livros considerados racistas pela secretária de Educação ficarão fora do levantamento. ''Não vamos fazer auditoria, mas levantar indicadores de gestão.''
A secretária municipal de Educação, Virgínia Laço, avaliou positivamente o projeto do TCE. ''Dados que melhorem a educação são sempre importantes e interessantes'', resumiu. O município possui cerca de 35 mil alunos.


