Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) conseguiram criar, em laboratório, vasos capilares a partir de células progenitoras endoteliais extraídas das células-tronco de sangue do cordão umbilical. O estudo, ainda em fase experimental, pode trazer a cura para doenças isquêmicas, principalmente dos membros inferiores e de pessoas que sofrem de diabetes e possuem problemas de circulação.

O trabalho envolve a retirada das células mononucleares de sangue do cordão umbilical, das quais são separadas as células-tronco. Depois, são extraídas as células progenitoras endoteliais, que possuem a capacidade de se transformarem em vários tipos de tecidos. Os trabalhos começaram há seis anos.

A equipe, composta por 16 pesquisadores, optou pelo sangue do cordão umbilical porque a quantidade de células-tronco na medula óssea (0,05%) ou no sangue circulante (0,01%), por exemplo, são extremamente menores. O sangue do cordão umbilical possui aproximadamente 0,6% de células progenitoras endoteliais. ''A quantidade é pouca, por isso a necessidade de multiplicá-las por meio do cultivo laboratorial'', explicou o cardiologista Paulo Brofman, coordenador do Núcleo de Terapia Celular (NTC) da PUC-PR.

Com a mistura de 13 indutores de multiplicação celular, os pesquisadores conseguiram multiplicar em até 70 vezes as células, para então promover a sua diferenciação para células endoteliais, que são as formadoras dos vasos.

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