Londrina

Milton DóriaAbrangênciaOito equipes de pesquisadores percorreram 38 mil quilômetros de rodovias federais do PaísUma ondulação no asfalto, uma placa coberta pelo mato, um buraco na pista e muito susto. Viajar por algumas rodovias federais é um pesadelo, conforme a Pesquisa CNT 1997, elabaorada pela Confederação Nacional do Transporte. Os resultados do levantamento, que envolveu o trabalho de oito equipes técnicas especialmente treinadas pela entidade, foram divulgados recentemente.
Oito rodovias federais que cruzam o Paraná foram pesquisadas. A BR-158, que liga Ponta Grossa a São Miguel D’Oeste, em Santa Catarina, foi considerada a pior rodovia federal no Estado. São 376 quilômetros de conservação deficiente em toda a extensão, de acordo com a CNT. ‘‘O pavimento encontra-se ruim em 30,3% e deficiente no restante, enquanto a sinalização está boa ou ótima em 69,9% e deficiente no restante’’.
A BR-376 foi pesquisada em todo o trecho entre Apucarana, no Norte do Estado, e Curitiba. ‘‘A ligação encontra-se em estado geral de conservação deficiente em 81% e bom em 19% da extensão pesquisada. O pavimento está deficiente em 95,4% e ruim em 4,6%. A sinalização está ótima ou boa em 95,4% dos 263 quilômetros pesquisados’’.
A BR-369 também foi avaliada. Uma das equipes da CNT percorreu 539 quilômetros da rodovia e chegou a uma conclusão preocupante. O estado geral de conservação é considerado bom em apenas 9,3% de toda a extensão. A classificação de deficiente abrange todo o restante do percurso (90,7%).
Os mesmo índices são atribuídos para o pavimento: ótimo em 9,3% e de deficiente a ruim em 90,7%. ‘‘O pior trecho está entre Campo Mourão e Cascavel, onde o pavimento foi classificado como ruim por estar com algumas ondulações e o acostamento destruído’’.
Consta no relatório dos pesquisadores a execução de obras de recapeamento, de construção de ponte e de pavimentação da terceira faixa em alguns trechos da rodovia. Em sinalização, a extensão paranaense da ligação Ourinhos-Cascavel é tida entre boa e ótima na maioria do percurso (90%).
A situação é preocupante também na BR-277, que liga Paranaguá a Foz do Iguaçu. De acordo com os pesquisadores da CNT, o estado geral de conservação é deficiente nos 732 quilômetros analisados. O item sinalização é considerado ótimo e bom em 58,6% do percurso e deficiente em 41,4%. O pavimento recebeu a classificação de deficiente em 81,3% e ruim em 18,7% da extensão.
‘‘O pavimento está em pior situação nos trechos Paranaguá-Curitiba e Morro Alto-Cantagalo, apresentando desde buracos superficiais a buracos profundos’’. Os pesquisadores apontam alguns pontos críticos da rodovia, mencionando os localizados na Região Metropolitana de Curitiba (km 42 a 44 e 47), onde predominam curvas perigosas, pavimento com alguns buracos superficiais e acostamento tomado pelo mato.
‘‘O ponto crítico que fica no km 81, entrada da BR-116, tem pista dupla com canteiro central. O ponto crítico localizado no km 83 também tem pista dupla com canteiro central e pavimento com pequenas rachaduras. No último ponto crítico, no km 355, acesso a Guarapuava, predominam curvas perigosas’’. A equipe que transitou pela BR-277 observou a execução de operação tapa-buracos, construção de terceira faixa e duplicação em alguns trechos.

mockup