Pesquisa da CNT revela situação das estradas federais
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de outubro de 1997
Walter Ogama 
Londrina
Milton DóriaAbrangênciaOito equipes de pesquisadores percorreram 38 mil quilômetros de rodovias federais do PaísUma ondulação no asfalto, uma placa coberta pelo mato, um buraco na pista e muito susto. Viajar por algumas rodovias federais é um pesadelo, conforme a Pesquisa CNT 1997, elabaorada pela Confederação Nacional do Transporte. Os resultados do levantamento, que envolveu o trabalho de oito equipes técnicas especialmente treinadas pela entidade, foram divulgados recentemente.
Oito rodovias federais que cruzam o Paraná foram pesquisadas. A BR-158, que liga Ponta Grossa a São Miguel DOeste, em Santa Catarina, foi considerada a pior rodovia federal no Estado. São 376 quilômetros de conservação deficiente em toda a extensão, de acordo com a CNT. O pavimento encontra-se ruim em 30,3% e deficiente no restante, enquanto a sinalização está boa ou ótima em 69,9% e deficiente no restante.
A BR-376 foi pesquisada em todo o trecho entre Apucarana, no Norte do Estado, e Curitiba. A ligação encontra-se em estado geral de conservação deficiente em 81% e bom em 19% da extensão pesquisada. O pavimento está deficiente em 95,4% e ruim em 4,6%. A sinalização está ótima ou boa em 95,4% dos 263 quilômetros pesquisados.
A BR-369 também foi avaliada. Uma das equipes da CNT percorreu 539 quilômetros da rodovia e chegou a uma conclusão preocupante. O estado geral de conservação é considerado bom em apenas 9,3% de toda a extensão. A classificação de deficiente abrange todo o restante do percurso (90,7%).
Os mesmo índices são atribuídos para o pavimento: ótimo em 9,3% e de deficiente a ruim em 90,7%. O pior trecho está entre Campo Mourão e Cascavel, onde o pavimento foi classificado como ruim por estar com algumas ondulações e o acostamento destruído.
Consta no relatório dos pesquisadores a execução de obras de recapeamento, de construção de ponte e de pavimentação da terceira faixa em alguns trechos da rodovia. Em sinalização, a extensão paranaense da ligação Ourinhos-Cascavel é tida entre boa e ótima na maioria do percurso (90%).
A situação é preocupante também na BR-277, que liga Paranaguá a Foz do Iguaçu. De acordo com os pesquisadores da CNT, o estado geral de conservação é deficiente nos 732 quilômetros analisados. O item sinalização é considerado ótimo e bom em 58,6% do percurso e deficiente em 41,4%. O pavimento recebeu a classificação de deficiente em 81,3% e ruim em 18,7% da extensão.
O pavimento está em pior situação nos trechos Paranaguá-Curitiba e Morro Alto-Cantagalo, apresentando desde buracos superficiais a buracos profundos. Os pesquisadores apontam alguns pontos críticos da rodovia, mencionando os localizados na Região Metropolitana de Curitiba (km 42 a 44 e 47), onde predominam curvas perigosas, pavimento com alguns buracos superficiais e acostamento tomado pelo mato.
O ponto crítico que fica no km 81, entrada da BR-116, tem pista dupla com canteiro central. O ponto crítico localizado no km 83 também tem pista dupla com canteiro central e pavimento com pequenas rachaduras. No último ponto crítico, no km 355, acesso a Guarapuava, predominam curvas perigosas. A equipe que transitou pela BR-277 observou a execução de operação tapa-buracos, construção de terceira faixa e duplicação em alguns trechos.


