Pesquisa avalia saúde de calouros
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sábado, 22 de janeiro de 2011
Fernanda Carreira<br>Reportagem Local 
Com a aprovação no vestibular, a rotina de muitos jovens muda completamente. Os estudantes deparam-se com novidades, como deixar a casa dos pais, aprender a lidar com a responsabilidade de cuidar de si, do lugar aonde vivem e ainda conciliar a intensa carga de horário de estudos.
Foi com o objetivo de ajudar os jovens nesse período de tantas mudanças que um grupo de alunos do 3º ano de Biomedicina desenvolve o projeto ''Condutas de saúde em universitários ingressantes''. O grupo é orientado pela professora Maria Aparecida Vivan de Carvalho, do departamento de Anatomia, da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
De acordo com Maria Aparecida, a ideia de desenvolver um projeto que diagnosticasse os hábitos de vidas dos jovens e contribuísse para ações educativas preventivas de saúde surgiu a partir de seus próprios alunos. ''Eles perceberam alterações de peso entre os colegas e mudanças de comportamento associados a isso e me procuraram para orientá-los na pesquisa'', explica a professora, referindo-se aos estudantes Adeline Limberger, Caio de Oliveira, Mab Correa e Thamile Reus.
A pesquisa diagnosticou alto índice de estresse entre os universitários, devido às inúmeras situações com as quais os jovens começam a lidar nesta fase: morar longe da família, ser responsável pela aquisição e preparo de suas próprias refeições, cuidar da casa e manter controle sobre recursos financeiros. ''Além disso, há dificuldades de conciliar tudo isso ao desenvolvimento de atividades acadêmicas e o cumprimento do que é previsto no projeto pedagógico do curso.''
De acordo com Maria Aparecida, o objetivo do trabalho é criar um espaço no site da UEL, no qual os estudantes possam discutir sobre hábitos de vida saudáveis e dar dicas de alimentação, prática de exercícios e combate ao estresse.
''A manifestação de preocupação da instituição com a saúde de seus estudantes trará benefícios para o indivíduo e para sua vida acadêmica, considerando que a saúde e o bem-estar físico e psíquico influenciam sobremaneira a aprendizagem'', ressalta a professora.
Para conhecer os hábitos de vida dos universitários, a professora detalha que foi aplicado um questionário a 352 estudantes ingressantes da UEL dos períodos integral, matutino, noturno e vespertino. Sendo que dos 352, 187 eram do sexo feminino e 165 do sexo masculino, todos com idade entre 18 e 25 anos.


