Avaliar o potencial antioxidante e hipolipemiante do chá verde e da aveia quando utilizados isolados ou em associação em pacientes com síndrome metabólica. É com este objetivo que pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão selecionando cerca de 100 pacientes dislipidêmicos, que serão dividos em quatro grupos e acompanhados por três meses.
''Nós queremos avaliar se o consumo de chá verde e aveia pode melhorar o perfil lipídico, antioxidante e antiinflamatório, já que os pacientes com síndrome metabólica são naturalmente indivíduos inflamados'', esclarece a bioquímica Chiara Cristina Bortolasci, responsável pelo projeto e orientanda de mestrado do professor doutor Décio Sabbatini Barbosa, do curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde.
Segundo Chiara, já em 1997 o FDA (Food and Drug Administration), associação americana que regulamenta as pesquisas nutricionais, reconhecia o potencial das fibras solúveis, presentes no farelo da aveia, para redução relevante nos níveis de colesterol total. No entanto, segundo a mestranda, até então nenhuma pesquisa abordava sua associação com o chá verde, que tem papel importante na remoção de radicais livres, em pacientes com síndrome metabólica.
A bioquímica detalha que o projeto está selecionando voluntários que podem ser homens ou mulheres, com idade entre 18 e 60 anos, que já tenham o disgnóstico de síndrome metabólica, ou seja, apresentem pelos menos três dos seguintes critérios: obesidade abdominal, homens com circunferência abdominal maior que 102 cm e mulheres maior que 88 cm; triacilgliceróis maior ou igual a 150 mg/dL síndrome; colesterol HDL menor que 40mg/dL para homens e menor que 50mg/dL para mulheres; pressão arterial maior ou igual a 130/85mmHg e nível de glicose maior ou igual a 110mg/dL.
De acordo com Chiara, serão excluídos pacientes voluntários que façam uso de medicamentos hipolipemiantes, hipoglicemiantes ou que tenham componentes de antiobesidade, que façam uso de medicamentos ou suplementos com atividades antioxidantes, fumantes, mulheres em uso de TRH, pacientes com câncer, doenças infecto-contagiosas ou distúbios hormonais que alterem o metabolismo lipídico.
O acompanhamento deve durar três meses e, de acordo com a mestranda, um grupo consumirá 30g de chá verde por dia, outro grupo consumirá 30 g de farelo de aveia por dia. O terceiro grupo fará uso da associação de ambos e, por fim, o último grupo receberá uma dieta hipolipemiante padronizada.
Serviço - Quem tiver interesse em participar da pesquisa pode ligar no Laboratório de Pós-graduação do Hospital Universitário, no (43) 33712451.

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