Uma pesquisa inédita no Sul do País, realizada em parceria com a Secretaria de Saúde, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Centro Universitário Filadélfia (Unifil), apontou que o aleitamento materno em Londrina precisa ser implementado para atingir os patamares ideais. Intitulada de ''Avaliação de práticas alimentares no 1º ano de vida'', a pesquisa contou com a participação de 2002 mulheres com crianças abaixo de um ano de idade e foi divulgada ontem à tarde no Teatro Filadélfia.
As entrevistas foram feitas por 134 alunos dos cursos de medicina, enfermagem e nutrição, sob a supervisão de 14 profissionais integrantes do Comitê de Aleitamento Materno de Londrina (Calma), criado há sete anos. O trabalho foi realizado durante a campanha de multi-vacinação, em 24 de agosto deste ano. A metodologia utilizada foi embasada em material fornecido Instituto de Saúde de São Paulo, considerado centro de referência no assunto.
Ainda considerado o alimento mais completo nos dois primeiros anos de vida, o leite materno deve ser exclusivo nos primeiros seis meses de vida, não vale chazinho nem água, dizem os especialistas. Mas, na pesquisa, um dos dados que mais chamou a atenção foi que apenas 29,3% das mães entrevistadas praticam o aleitamento exclusivo para bebês com menos de quatro meses. Já o aleitamento exclusivo e predominante, que inclui água e chá, teve índice de 50%.
Outros dados em destaque foram que 48,1% das mães entrevistadas informaram que os filhos abaixo de um ano usaram chupeta e 60,29%, mamadeira, nas últimas 24 horas anteriores à entrevista. ''Vivemos a cultura da mamadeira e da chupeta, extremamente prejudicial ao desenvolvimento da criança, que pode ter diversos problemas respiratórios ocasionados por essa prática'', explicou a enfermeira Lilian Poli.
Quem se dispor a doar leite materno pode entrar em contato com o Banco de Leite do Hospital Universitário pelo telefone: (43) 3371-2390. A média obtida é de 120 litros/mês, sendo que a demanda é de 250 litros.

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