Pesquisa aponta que 90% não fazem higienização correta
Londrina - Segundo estudo publicado no "Journal of Infection Control (Jornal de Controle de Infecções, em tradução livre), no ano passado, de 30 observações de inserção de cateter feitas no Hospital Universitário (HU) de Londrina, colocados em uma das veias perto do cotovelo ou na parte superior do braço, foi verificado que 92,3% dos profissionais de saúde higienizaram as mãos com técnica correta antes da inserção. No entanto, após o procedimento, isso não ocorreu, já que 21,5% não realizaram a higienização e 17,8% a fizeram incorretamente.
Outro estudo divulgado na mesma publicação apontou falhas no uso da pulseira de identificação dos pacientes do HU, como ausência de algum componente na identificação e dados incorretos, que resultaram na administração de medicações erradas. Foram apontadas também algumas dificuldades na implantação da pulseira de identificação como a sua retirada pelo próprio paciente e a falta de tempo da enfermagem em colocá-la.
Um outro artigo aponta que de um total de 11.177 pacientes adultos admitidos no HU no período do estudo, 889 desenvolveram algum tipo de infecção relacionada à assistência à saúde (Iras), a maioria do sexo masculino (67,6%) e na faixa etária de 65 a 79 anos. O período de internação onde os casos são mais frequentes é de 15 a 30 dias, com ocorrência de 41,7% de casos.
Em outra publicação, no livro "Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática", publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, de 2013, dados de estudos realizados em hospitais universitários brasileiros identificaram que, de 294 prescrições médicas analisadas, 102 (34,7%) se encontravam ilegíveis e 279 (94,9%), incompletas. Outro estudo reproduzido neste mesmo livro evidenciou que, do total de 13.056 medicamentos prescritos no HU de Londrina, 2.089 (16%) encontravam-se prescritos de forma incompleta.(V.O.)





