O arquiteto Luís Gustavo Gonçalves Costa, formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizou uma pesquisa sobre complexos mortuários. A pesquisa, apresentada como trabalho de conclusão de curso, foi selecionada no ano passado entre as cinco melhores em todo o País, em um evento da área.
Atualmente trabalhando em Paraguaçu Paulista (SP), Costa destacou que, em Londrina, os cemitérios foram construídos sem planejamento arquitetônico. Ele disse que desconhece sistema de drenagem para evitar contaminação de lençóis freáticos.
Em sua pesquisa, Costa verificou que é costume em algumas religiões, como a judaica e a islâmica, enterrarem seus mortos enrolados em mortalhas, sem usos de caixões e diretamente sobre a terra. Entre os cristãos, o uso de esquife não impede o contato do corpo com o solo, apenas demora um pouco mais de tempo, de acordo com a pesquisa. Costa concluiu em seu estudo que o ideal seria a popularização dos crematórios.
A diretora técnica da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) Silvia Saadijan, disse que ignora a possibilidade de contaminação dos lençóis freáticos por cemitérios. Surpresa com o questionamento, a diretora afirmou que nunca houve uma solicitação de estudo de impacto ambiental nesses locais. (M.B.)

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