Pesquisa aponta demandas dos pedestres
A pesquisa que descreve parte das críticas dos londrinenses à qualidade das calçadas foi coordenada pelo urbanista e professor da PUC-PR Evandro Cardoso, e divulgada no seminário pela vice-presidente da Associação de Condomínios Garantidos do Brasil, Ellin Tallarek de Queiroz. Além de medir o grau de satisfação do pedestre, a pesquisa serviu para levantar demandas que foram debatidas no evento.
Entre os entrevistados, 73% estão pouco ou nada satisfeitos com a qualidade do calçamento da cidade. Buracos (57,8%), desníveis (36,6%) e pedras soltas (13%) foram apontados como os obstáculos mais facilmente encontrados. As mulheres (61,8%) e os jovens (66%) são as maiores vítimas de acidentes provocados por estas falhas, e as escoriações e traumas respondem por 55,7% das lesões sofridas.
Para Cardoso, os números estão diretamente relacionados à qualidade de vida oferecida pelas cidades, opinião convergente com a de Solange Maria Ferreira, do Conselho Municipal de Direitos das Pessoas com Deficiência. ''Cerca de 10% da população de Londrina tem algum tipo de deficiência, mas isso não importa neste caso. Mesmo que fosse 1%, o direito delas de ir e vir deveria estar assegurado, e na verdade está sendo cerceado''.





