Pesquisa ajudou a definir o currículo
O trabalho de definição dos currículos dos novos cursos técnicos contou com a participação de consultores nacionais, técnicos da Secretaria da Educação e comitês das escolas agrícolas. Todo o processo demorou cerca de 100 dias e foi iniciado com uma ampla pesquisa sobre o mercado de trabalho e as necessidades regionais da agricultura no Estado.
Criamos um curso melhor estruturado do que antigo e que vai atender diretamente as necessidades do mercado, porque todo o trabalho começou com uma pesquisa sobre o que o setor realmente precisa, ressalta o responsáável pelos Cursos Agrícolas, professor Jeferson Ferreira Lage.
A pesquisa determinou quais as competências e habilidades que o técnico precisa ter e quais as bases tecnológicas que ele deve dominar. Cada base significa um conteúdo a ser tratado no curso e foi agrupada, junto com outras, em uma única disciplina. As disciplinas, por sua vez, também foram agrupadas em módulos, formando a grade curricular.
O módulo de gestão, por exemplo, que é báásico para todos os cursos, tem 224 horas e é composto pelas disciplinas empreendedorismo, comportamento humano e ética, princípios de administração, matemáática financeira, administração de materiais e produção, contabilidade e finanças.
O total de módulos dos cursos representam 70% do currículo e são determinados pela Secretaria da Educação. Os 30% restantes ficam a critério da escola, que elabora disciplinas complementares para atender às necessidades da sua região. Assim, cada escola pode oferecer atividades com maior significado econômico local, favorecendo o desenvolvimento da região, que é o nosso objetivo, diz o professor Lage.
O calendáário escolar dos novos cursos também poderá variar de uma região para a outra, observando o calendáário agrícola.





