PESQUISA - Alunos respondem questionário para avaliar a UEL
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sexta-feira, 31 de março de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os alunos estão satisfeitos com a qualidade dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Por outro lado, a avaliação de itens como segurança no campus e acesso de deficientes físicos deixa a desejar. As informações são resultado de uma pesquisa feita com 575 estudantes por alunos de psicologia. Além de fazer uma radiografia do nível de satisfação sobre os serviços prestados pela instituição, o trabalho faz parte do programa da disciplina de estatística.
Esta é a terceira vez que o questionário é aplicado. As outras foram em 2001, quando a pesquisa foi registrada junto à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, e 2003. Foram avaliados os mais diversos itens, da qualidade das bibliotecas e videoteca ao barulho no campus e ventilação e iluminação nas salas de aulas.
''O resultado mostra que os professores e cada membro da comunidade têm levado a sério o trabalho desenvolvido na instituição. Mas, no geral, as coisas deveriam estar melhores. O governo deveria se conscientizar que os alunos vão formar a nossa sociedade e precisamos formá-los bem'', declara a professora Cristina Fidélis, idealizadora e coordenadora da pesquisa.
Nos três anos, o índice de qualidade do serviço prestado percebido pelos estudantes teve alteração mínima. Passou de 0,44 em 2001, para 0,48 em 2003 e 0,45 esse ano. O valor de pontuação varia entre 0 e 1, que é o grau máximo de satisfação. Algumas das piores avaliações foram sobre a segurança no campus (0,16) e acesso para deficientes (0,21).
A avaliação foi dividida em recursos humanos, materiais, ambientais e organizacionais. A quantidade de docentes foi alvo de críticas. O indicador de satisfação caiu de 0,70 na pesquisa anterior para 0,54 na atual. Os itens de frequência e pontualidade dos professores, o critério de avaliação utilizado por eles e o relacionamento professor-aluno ficaram estáveis.
Quanto aos recursos materiais, a avaliação da qualidade dos laboratórios e bibliotecas não se alteraram significativamente. Já os serviços da videoteca receberam mais críticas e os de xerox, melhor conceito dos estudantes.
O quesito recursos ambientais é dividido em três itens: arquitetônico, sonoro e térmico. Os principais problemas são a ventilação deficiente nas salas de aula e o barulho no campus. Também sofreram quedas na avaliação, mas menos drásticas, a manuteção do campus e o espaço físico das salas de aula.
A queda da marquise que matou dois participantes de um simpósio ainda não gerou, segundo a professora, interferência direta na crítica aos recursos arquitetônicos.
No geral, a avaliação dos recursos organizacionais ficou estável. Houve pequena variação para baixo nos índices de satisfação com o horário de funcionamento e qualidade do atendimento.
Com relação ao restaurante universitário, os alunos consideram que o cardápio e o preço estão piores e o espaço físico, melhor. O índice de satisfação com o tempo de espera não sofreu modificação.
O método, com adaptações, já foi aplicado anteriormente para avaliação da qualidade do serviço bancário e de escolas públicas. E o resultado da pesquisa será publicado, para que chegue a todos os setores da instituição. Essa metodologia faz parte de um livro, que está quase pronto para publicação.
''Três pesquisas ainda são pouco para avaliar a evolução do índice de satisfação com os serviços prestados pela UEL. Mas não sou pessimista. Acredito que, daqui para a frente, a tendência é melhorar'', afirma.


