Mesmo com o problema da epidemia de cólera em Paranaguá, os estudantes Mauro Modesto Martins e Adriano Lopes Peres, ambos de 14 anos, encontraram um jeito diferente e corajoso de passar a tarde de domingo. Sob um sol de quase 30 graus, eles aproveitaram para pescar no Rio Emboguaçu, sentados numa pilastra da ponte que conduz até a BR-277, na Vila Padre Jackson. O Rio Emboguaçu é um dos focos da doença.
Apesar do risco de estarem expostos a contaminação, Mauro garantia que estavam pescando somente pela diversão e que os peixes fisgados no anzol seriam devolvidos logo em seguida. ‘‘A gente só está aqui para se divertir’’, afirmou Mauro. Para a equipe da Folha, os adolescentes cumpriram a promessa e devolveram um peixe de volta ao rio logo depois de ter sido pescado. Os garotos falaram que não tinham medo da cólera e se fosse para se alimentar dos peixes do Emboguaçu, tratariam de cozinhá-los à exaustão. Mauro diz que só não toma banho no rio ‘‘porque ali está cheio de esgoto’’. (D.V.)

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