Pescadores produzem 72 mil ostras
Antes, pescadores
só tinham opção de
vender ostras a
comerciante de SP
A segunda etapa do programa Baía Limpa, destinada à criação de ostras, começa a apresentar bons resultados e a entusiasmar os pescadores do litoral paranaense. Em Guaraqueçaba, onde existem 13 pontos de criação, estão sendo cultivadas cerca de 72 mil unidades de ostras. A venda, que já começou em algumas localidades, é feita a R$ 2,00 a dúzia. ‘‘O dinheiro ajuda a melhorar a nossa vida’’, afirma o pescador Azemir Ramos Pires.
Segundo o biólogo Maximiliano Sartor, coordenador do projeto em Guaraqueçaba, a situação econômica dos moradores melhorou de maneira expressiva desde que o projeto foi implantado em março do ano passado. Além de ganharem uma cesta básica ou um salário mínimo por mês com a coleta de lixo das baías, os pescadores lucram com a venda das ostras.
Antes do projeto, os pescadores tinham apenas a alternativa de vender os crustáceos - ainda sem condição de consumo - para um comerciante do município de Cananéia (SP), responsável pela engorda. As ostras eram apenas retiradas do mangue e repassadas para o comerciante.
Agora, os pescadores recebem da Secretaria de Meio Ambiente toda a estrutura para a retirada e engorda das ostras. Existem duas maneiras: a primeira acontece no solo com a maré baixa, a outra, em tanques instalados nas residências. O sistema, além de muito simples, é barato, pois as ostras alimentam-se de micropartículas existentes na água do mar. ‘‘Os pescadores vendiam a R$ 10 cada caixa com 60 dúzias de ostras ainda pequenas’’, afirma Sartor.
Com a engorda na região, essa mesma quantia de ostras podem render até R$ 120,00. As ostras levam de dois a cinco meses para ficar ideais para a comercialização. ‘‘A qualidade é excelente e o mercado é garantido’’, diz Sartor.

mockup