Curitiba - Comunidades próximas às baías das Laranjeiras e dos Pinheiros, em Guaraqueçaba, Litoral do Estado, recebem hoje, a visita de técnicos do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Ecoplan Organização Não Governamental (Ong) ambientalista , que irão orientar os moradores sobre a necessidade de suspender a pesca e banhos na região.
A ação é preventiva, pois não foram encontrados vestígios do óleo que vazou do navio chileno VicuÀa nesses locais. A preocupação dos técnicos é de que peixes vindos das regiões atingidas possam estar contaminados.
A programação dos técnicos inclui visitas a várias outras ilhas da região afetada pela contaminação. Além de orientar sobre os riscos à saúde, as equipes vão pedir apoio às comunidades para que fiquem atentas ao aparecimento de animais contaminados, vivos ou mortos. Os telefones de contato são: (41) 422-0832 e (41) 420-3500. Os animais mortos estão sendo encaminhados para o Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Os vivos estão sendo levados para tratamento em um posto improvisado junto ao terminal da Cattalini, local onde aconteceu o acidente com o navio.
Até a próxima segunda-feira, dia 29, a empresa holandesa Svitzer Wijsmuller deverá apresentar o plano de remoção do navio VicuÀa do píer da Cattalini. Por enquanto, os técnicos trabalham na retirada do óleo dos tanques que ficaram submersos. Segundo informações da Capitania dos Portos do Paraná, estima-se que um dos tanques ainda armazena cerca de 130 toneladas de óleo bunker (combustível do navio).
Na explosão do VicuÀa, na noite do último dia 15, quatro tripulantes morreram. Um dos corpos continua desaparecido. O cadáver encontrado na última sexta-feira, boiando próximo ao navio, não foi identificado. Os dados da arcada dentária do argentino Alfredo Omar Vidal serão encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá para comparação. O outro tripulante que morreu no acidente é o chileno Ronald Francisco Pena Rios.
Ontem, representantes do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Litoral do Paraná (Sindilitoral) reuniram-se com comerciantes da Ilha do Mel para discutir as ações para reverter o prejuízo com a contaminação do local. O movimento, segundo o presidente do Sindilitoral, José Carlos Chicarelli, caiu cerca de 60% e várias pousadas tiveram reservas canceladas. O sindicato ingressará com uma ação popular pedindo indenização. Irá pedir, também, uma perícia particular nas amostras de água colhidas ontem. A intenção, segundo Chicarelli, é ter uma contraprova, pois ele acredita que houve um alarde desnecessário que acabou espantando os turistas.

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