Sujo, pobre e sem saber direito o que estava acontecendo, o lavrador José Jorge Bueno do Prado, 52 anos, foi preso em flagrante ontem pela Polícia Florestal enquanto pescava no Rio Tibagi, próximo ao Distrito de Maravilha (Zona Sul de Londrina) e conduzido até a 10 Subdivisão Policial em Londrina. Com ele, a Polícia aprendeu 198 metros de redes de pescaria de diversas malhas. Em uma semana de fiscalização no Tibagi, os policiais florestais já recolheram mais de cinco mil metros de redes.
Os quatro cascudos que havia pescado, segundo Prado, serviriam unicamente para seu próprio consumo. Ele trabalha sem salário fixo em um sítio da região e garantiu que nunca pescou para revender. ''Não sabia que era proibido e pesco só para meu consumo'', afirmou. Sem dinheiro no bolso, o lavrador sensibilizou o delegado-operacional que responde interinamente pelo 6º Distrito Policial, Joaquim Melo. ''Vou fazer o flagrante e arbitrar o mínimo de fiança possível para tentar liberá-lo em vez de deixá-lo preso'', antecipou o delegado. O valor da fiança, segundo Melo, giraria em torno de R$ 50,00. O crime de pesca predatória prevê pena de detenção que pode variar de um a três anos.
Conforme nota divulgada pelo comandante da Companhia de Polícia Florestal em Londrina, capitão Hilberaldi Correia de Lima, a operação ''Viva Verão'', deflagrada na região, já resultou na apreensão de 15 tarrafas, 3.734 metros de redes, 160 anzóis de galho e 1.930 metros de espinhel. Ele pede que a população denuncie a prática de pesca predatória pelo telefone 0800-643-0304.

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