Perueiros decidem ir à Justiça contra fiscalização da Urbs
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quinta-feira, 13 de novembro de 1997
Guilherme Vieira 
Especial para a Folha
Kraw PenasLegalizePaulo Celso Lema Filho: Temos secretárias que visitam empresas e acertam contratos que, se não cumpridos, somente neste final de semana trarão um prejuízo de R$ 4 mil somente para a minha empresa. Vamos pedir ao DSTC um prazo para nos legalizarmosA apreensão de cerca de 40 vans pela Divisão de Serviço do Transporte Comercial (DSTC) do DER/Paraná e pela Urbs (gerenciadora de transporte coletivo de Curitiba) que faziam principalmente o transporte de passageiros de Curitiba para o Aeroporto Afonso Pena (em São José dos Pinhais) motivou uma reunião ontem numa das empresas, em Curitiba, onde 15 empresários do setor decidiram entrar na Justiça com pedido de liminar, para garantir o direito de realizar o transporte coletivo com seus veículos.
Paulo Celso Lema Filho, sócio-gerente da Locavan e representante do grupo, declarou que os empresários fazem basicamente transporte de turistas e estão em busca de um acordo com a Urbs e o DSTC para atuarem livremente. Ele denuncia que está sendo cobrada uma taxa R$ 1,2 mil para liberar cada utilitário, o que considera irregular. Segundo Lema, os proprietários de vans estão sendo acusados injustamente de pegar passageiros na rua. Temos secretárias que visitam empresas e acertam contratos que, se não cumpridos, somente neste final de semana trarão um prejuízo de R$ 4 mil somente para a minha empresa. Vamos pedir ao DSTC um prazo para nos legalizarmos, concluiu.
Segundo o Daniel Costa, chefe do DSTC, a operação realizada no aeroporto não teve objetivo de fiscalizar somente as vans. Foi uma operação de rotina, onde todos os veículos de transporte que passaram pelo local foram parados e fiscalizados, disse. Somente foram apreendidas e multados furgões que não estavam habilitados para o serviço. As vans que estavam com a documentação em dia foram liberadas, completou.
O chefe do DSTC disse também, que a fiscalização orientou os passageiros a optar por vans habilitadas ou por outro tipo de transporte coletivo. Costa disse ainda que o DSTC não pode permitir que empresas sem cadastro no órgão e que não recolham taxas e impostos atuem livremente. Daniel Costa informou ainda que há 34 vans habilitadas em todo o Paraná.
A fiscalização das vans já causou reações na Câmara de Vereadores de Curitiba, onde o vereador Jorge Bernardi, líder do PDT, disse que iria fazer um pronunciamento sobre estes incidentes que estão deixando sem trabalho mais de 400 donos de vans, que estão sendo impedidos de trabalhar, para beneficiar as seis famílias que tem um verdadeiro oligopólio sobre o transporte coletivo de Curitiba. O vereador disse que pretende apresentar projeto para regulamentar o serviço.


