Perueiros contra-atacam com enxurrada de recursos
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segunda-feira, 12 de agosto de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Depois de ver a extinção de uma ação na 4 Vara Cível de Londrina e de ter um pedido de liminar em agravo de instrumento negado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, tudo na última semana, a Associação Paranaense de Autodesenvolvimento Econômico e Sócio-Cultural (Apadesc) que quer explorar sistema de transporte alternativo por vans em Londrina divulgou sua estratégia de contra-ataque. Ontem, o advogado da associação, Álvaro Pinheiro Bressan, afirmou que irá apelar da decisão judicial da vara local, emanada pelo juiz substituto Álvaro Rodrigues Junior, e ainda ingressará com 48 mandados de segurança individuais, representando os proprietários de vans conveniados.
A apelação ao juiz é necessária porque, segundo o advogado, a ação não era coletiva como entendeu o magistrado mas sim individual. ''(Na ação) queria a regulamentação do convênio (entre associação e condutores) e não em relação ao resguardo dos associados... e o convênio faz parte de uma mandado de segurança individual'', apontou Bressan.
Além disso, o advogado da Apadesc também adiantou que iria propor, entre ontem e amanhã, 46 mandados de segurança individuais, de caráter preventivo, e mais dois solicitando a liberação de duas vans que continuam retidas no pátio da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Os veículos foram flagrados por fiscais de trânsito no início do mês transportando pessoas que, segundo a associação, eram ''associados'' e não passageiros. Como o transporte por vans é considerado ilegal pela Companhia, os veículos foram retirados de circulação. A Apadesc também pediu a liberação dos veículos com defesa administrativa na própria CMTU.
Ontem, o delegado do 1º Distrito Policial, Marcos Belinati, informou que ainda não havia sido instaurado inquérito contra o presidente da CMTU, Wilson Sella, à pedido da associação. A associação o acusa de crime de injúria. Sella comentou ontem que ''ficou chateado'' com a atitude ''impensada'' da associação.


