A Associação de Autodesenvolvimento Econômico e Sócio-Cultural (Apadesc) rebateu ontem as afirmações do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, que havia qualificado a entidade como uma ''organização criminosa'' e ilegal. A Apadesc pretende implantar na cidade um serviço de transporte, com vans, ao custo de R$ 1,00 aberto a qualquer pessoa que tiver o interesse em se tornar um associado colaborador.
O advogado da associação, Álvaro Pinheiro Bressan, afirmou que a entidade é regularmente constituída e que não fará transporte de passageiros, mas apenas de pessoas associadas. ''Nossa intenção é reverter para nossos associados benefícios que são negados pelo Poder Público'', disse, em alusão às dificuldades econômicas que os donos de vans estão passando.
Para Bressan, a CMTU está sendo parcial e argumentou que o serviço criado pela Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) conhecido como ''Psiu'' foi considerado ilegal num parecer do Ministério Público, em maio deste ano. A promotoria considerou o serviço ''ilegal'' e que traz prejuízo ao patrimônio público e a coletividade, uma vez que o Poder Público autorizou, sem licitação, a execução de um novo serviço diverso daquele que já é realizado pela TCGL.
O gerente da TCGL, Gildalmo de Mendonça, por meio de sua assessoria, afirmou que o processo que questiona a legalidade do ''Psiu'' está em curso e que a Justiça já negou o pedido de suspensão do serviço. Essa mesma decisão, disse, foi ratificada pelo Tribunal de Justiça, em resposta a um recurso interposto pelo reclamante. A diretoria da CMTU foi procurada, mas ninguém foi localizado.

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