Persistência e dedicação
Dhébora Cunha Silva, 13 anos, e Giovana Bohn, 15 anos, estão conquistando uma etapa importante. Neste ano as duas se tornam bailarinas profissionais. As mães Sonia Maria Cunha e Silva, técnica de enfermagem, e Maria Bohn, dona de casa, estão orgulhosas e se derretem em elogios.
Para Giovana, que faz balé desde os três anos, a prática fez com que ela se tornasse uma menina disciplinada, organizada e que gosta de se cuidar. A mãe lembra que desde pequena ela praticou várias atividades. ''Fez natação, ginástica olímpica e outros esportes, mas aos poucos foi parando e persistiu no balé'', disse. ''É uma conquista muito grande ver ela se formando, uma grande alegria para nós'', acrescentou. A menina disse que algumas vezes pensou em desistir por conta dos compromissos com a escola. ''Quando estava mais corrido eu sempre dava um jeitinho de vir nas aulas, sei que vou sentir falta se resolver parar'', afirmou.
Parar de dançar também não faz parte dos planos de Dhébora, que há nove anos faz aulas de balé. ''Eu acho que se não tivesse feito balé seria uma pessoa diferente. Aprendi muitas coisas aqui'', garantiu. Ela lembra que os momentos mais marcantes desta trajetória estão nas apresentações e que persistir nas aulas não foi fácil. ''Várias vezes eu pensei em desistir'', lembrou. Ela disse que quer fazer faculdade de Fisioterapia, mas não pretende deixar a dança de lado.
Para a mãe a alegria de ver a filha alcançando o título de bailarina profissional se estende a toda a família. ''No início ela era muito tímida, aos poucos se tornou mais desinibida. Fico muito orgulhosa por ela'', completou. As duas meninas estarão na apresentação desta quinta-feira no teatro Ouro verde. (M.A.)





