Uma perseguição da Polícia Militar a um veículo Santana quase termina em tragédia, na tarde de ontem, em Londrina. A secretária de uma distribuidora de água, Patrícia Carolina de Souza, 17 anos, quase foi atingida por um tiro disparado por um PM, durante um cerco a supostos bandidos, que estavam no veículo. Três tiros foram disparados contra o carro, na Rua Amazonas esquina com a Avenida Leste-Oeste - ao lado da Maternidade Lucilla Ballalai (área central).
Um dos projéteis atravessou as duas movimentadas vias da Avenida Leste-Oeste e atingiu cadeira e mesa onde, segundos antes, estava Patrícia. ‘‘Tive sorte de levantar rapidamente da cadeira, obedecendo ao pedido de um cliente. Ele começou a gritar que eram tiros e para eu deitar no chão’’, contou Patrícia, chorando. O escritório da distribuidora, na Rua Sergipe, 15, fica a aproximadamente 40 metros do local do tiroteio.
Cesar AugustoSortePatrícia quase foi atingida por um dos disparos: ela mostra local perfurado por um projétil‘‘Os policiais desceram do carro atirando, sem ao menos observar que aquele trecho tem grande movimento de pedestres e veículos’’, afirmou João Alves dos Santos, que estava em um bar ao lado da distribuidora. No momento da confusão chovia muito e pouca gente andava na rua.
Após serem detidos, os ocupantes do veículo suspeito mostraram que eram trabalhadores e estavam desarmados. Eles alegaram que não pararam porque a suposta viatura policial que os perseguia estava descaracterizada. O motorista do Santana, Érik Leandro da Silva, foi autuado pelo delegado do 2º Distrito Policial, Antonio Zuba de Oliva. Conforme o delegado, Érik foi indiciado em inquérito policial por direção perigosa e tentativa de homicídio.
Segundo os oito policiais envolvidos na perseguição, o Santana teria sido abordado por policiais de trânsito e Érik teria jogado o carro contra eles. O comandante do 5º Batalhão da PM, Manoel da Cruz Neto, disse que vai apurar os fatos.

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