Cascavel De forma violenta, uma quadrilha suspeita de assaltar várias propriedades rurais no Oeste do Estado, foi desbaratada na manhã de ontem em Cascavel. Dos sete integrantes, quatro foram mortos a tiros, dois foram baleados e encaminhados ao hospital e um foi preso.
O confronto entre os policiais militares e o grupo aconteceu por volta das 6h30 em uma estrada rural. A quadrilha trafegava em um Ford Mondeo (placas COI-6451, de Cascavel) quando foi abordada por PMs que faziam um bloqueio próximo à Avenida Piquiri, na periferia da cidade.
De acordo com a polícia, o motorista se recusou a atender a ordem de parada e acelerou. Começou, então, a perseguição e a troca de tiros. Quando o Mondeo mudou sua trajetória em sentido a uma estrada rural, a quadrilha foi surpreendida por uma viatura do Grupo de Operações Especiais (GOE).
Encurralados, segundo a PM, os seis homens desceram do carro e abriram fogo. A quadrilha levou a pior: os tiros de escopetas (calibre 12), pistola e revólver atingiram todos os integrantes. Nenhum policial se feriu no confronto.
Entre os mortos estão Sebastião Farias Nowaski, 43 anos, pai de Gilberto, 23, conhecido nos meios policiais como Maninho. Também morreram Giovani Veiga, 20, o Japinha, e Alessandro de Souza Evangelista, 24.
Também foram baleados Edílson Leandro do Nascimento (ferido de raspão na cabeça e com duas perfurações na barriga), 23 anos, e Rodrigo Farias de Souza (ferido na barriga), 22 anos. O sétimo acusado de integrar a quadrilha, Volmir Dutra de Souza Pinto, 23, havia sido preso horas antes quando transitava em um Santana na mesma Avenida Piquiri. Segundo informações da Polícia Militar, todos eles tinham antecedentes criminais.
Sob investigação do serviço reservado da PM, Pinto funcionou como informante. Em seu celular constava uma ligação para Maninho, também investigado. Pressionado, ele disse que a quadrilha estava a caminho de Cascavel para realizar outro assalto e entregou o trajeto habitual da quadrilha. Segundo o acusado, eles se escondiam em território paraguaio após cada assalto (praticado com capuz e que tinha como principais alvos tratores, picapes e implementos agrícolas).
Dentro do Mondeo, havia um arsenal que impressionou a polícia: duas pistolas nove milímetros, uma pistola 7.65 milímetros, dois revólveres calibre 38 e uma granada de uso exclusivo do Exército.

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