Perobas dão sementes para mudas
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quinta-feira, 11 de setembro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Marcos NegriniColheitaA bióloga Lídia Maróstica, do alto da plataforma mecânica, colhe sementes de peroba no Parque do IngáA Prefeitura de Maringá vai plantar perobas em suas unidades de conservação ambiental. As mudas serão produzidas em viveiros especiais. Depois, serão replantadas em parques e bosques da cidade. Para isso, foram colhidas ontem no Parque do Ingá sementes da espécie, que são produzidas somente de quatro em quatro anos e nascem na copa das árvores. Para colher as sementes, foi preciso a ajuda de uma Autoplataforma Mecânica do Corpo de Bombeiros, que alcança altura de até 30 metros.
A bióloga Lídia Maróstica, diretora do Parque do Ingá, subiu na plataforma mecânica junto com o cabo-bombeiro José Cleílton Jubim. De uma altura de cerca de 20 metros, ela colheu as sementes aladas da copa da peroba, que ficam envoltas em cápsulas localizadas na ponta dos galhos. Cada cápsula tem duas sementes e cada semente produz uma árvore.
Lídia explicou que 70% das sementes colhidas vão germinar. As mudas serão produzidas em viveiro especial da Penitenciária de Maringá. A peroba, de nome científico Aspitosperma polyneuron, é uma espécie ameaçada de extinção, assim como outras 593 espécies de árvores da flora paranaense. Entre elas, o jaborandi, o maracujá, a açucena, palmito, sassafrás e, a mais tradicional e importante espécie regional, o pinheiro do Paraná ou Araucária Angustifolia, espécie rara, em extinção e geneticamente degenerada, segundo a bióloga.


