Os permissionários do Mercado Municipal do Parque Guanabara (Zona Sul) receberam na segunda-feira notificação da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) com prazo de três dias para assinarem a permissão de uso dos boxes por um ano. O objetivo é regularizar a situação dos comerciantes e outros profissionais, que ocupam o imóvel há mais de duas décadas. Seis dos sete permissionários do mercado ainda não assinaram o acordo.
O cabeleireiro Jorqe Torquato disse que protocolaria ainda ontem um pedido de informações na Cohab-Ld, cobrando a postura em relação aos outros mercados. ''Queremos um tratamento igual para todos'', cobrou. O diretor administrativo-financeiro da companhia, Antonio Carlos Kasprovicz, afirmou que as correspondências também estão sendo enviadas para os permissionários dos outros mercados: Shangri-la e Kennedy (Zona Oeste) e Vila Casoni (Área Central).
Segundo Kasprovicz, a situação dos imóveis tem de ser regularizada de acordo com a lei de licitações. Se os permissionários se negarem a assinar, a companhia pode acionar o departamento jurídico. ''Podemos entrar com ação de despejo e determinar abertura de licitação'', destacou. O documento de autorização é válido por um ano e renovável por mais um.
Inaugurado em 1980, o Mercado Guanabara abriga diversos ramos comerciais: salão de beleza, consultório de dentista, lanchonete, farmácia e mercado. Até uma Unidade Básica de Saúde está instalada no imóvel. Os permissionários também cobram autorização para participar das futuras licitações, nos próprios ramos de atividade, o que foi garantido pela companhia.
Os ocupantes do imóvel baseiam-se em contratos de licitação pública vencidos no início da década de 1980. Eles também cobram retorno pelos investimentos em reformas feitos nas salas, o que gerou valorização do prédio. ''Queremos garantir alguma forma de indenização pelo que foi investido'', reivindicou a comerciante Eloísa Nagao. ''Hoje, virou um cisne. Mas quando entramos era um patinho feio, que ninguém queria'', sintetizou Torquato.

mockup