Permanência no hospital ajudaria na formação
Para o professor de Nefrologia Waldir Garcia, o desafio de docentes e internos não deve ser a redução da carga-horária, mas a incorporação de horas extras no currículo oficial. O estágio ''muito puxado'' pelo qual todos os alunos passam, acredita ele, tem contribuído para formar profissionais melhores.
''Acho que é imprescindível fazer (essas horas de estágio). As próximas turmas vão sair com uma formação muito deficitária se deixarem de fazer tudo que é hora extra'', afirmou, na reunião com os estudantes. Um aluno de Medicina que preferiu não se identificar tem opinião semelhante à do professor. ''A grande diferença que faz o aluno da UEL ser bem conceituado é justamente o tempo que ele passa no hospital durante o internato'', comentou.
O estudante frisou que o estágio ''é falho em muitos setores'' e tira a disposição de estudar ''após 14, 16 horas'' de atendimento por dia. ''Mas experiência você pega é vendo paciente. Além disso, o aluno precisa ter consciência de que no mercado de trabalho a jornada é assim ou até pior'', observou. (V.N.)





