Peritos voltam ao edifício para novas investigações
Peritos do Instituto de Criminalística de Londrina (ICL), fizeram nova perícia ontem de manhã no elevador que caiu esta semana no Edifício Twin Towers. Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho e Luciano Bucharles, respectivamente chefe-técnico e chefe do setor de engenharia legal do ICL, estiveram no local para checar detalhes necessários aos trabalhos de investigação. No dia do acidente, uma equipe esteve no local e isolou a área. O elevador continua interditado até que o laudo seja concluído.
Geraldo de Oliveira Filho explicou que, além dos cabos que sustentam o elevador, existem inúmeros outros sistemas de segurança. O que estamos checando é quais dispositivos estavam funcionando e quais não estavam. Para isso tivemos que vir até a obra, esclareceu.
O chefe técnico do ICL informou ainda que todas as informações estão sendo passadas para um computador, que irá simular as possíveis situações que levaram à morte dos dois rapazes. Para isso, porém, é preciso do maior número possível de detalhes. Oliveira explicou que os peritos estão trabalhando por exclusão de ítens. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) prevê uma série de normas. Estamos excluindo os ítens exigidos e que não estão sendo encontrados, para, a partir daí, saber se o elevador poderia ou não estar transitando.
Oliveira disse não poder levantar nenhuma hipótese sobre as causas do acidente. Também não confirmou se os cabos de sustentação da cabine estão de fato intactos, como afirmou anteontem um funcionário da Thyssen Sur Elevadores. O perito acredita que o laudo com a conclusão final deverá sair nos próximos dias. Com o término dos trabalhos no caso do pai e filho que caíram do Edifício Tókio (ver reportagem na página 2), nossa equipe se dedicará exclusivamente a este caso.
Enquanto Oliveira permaneceu no segundo pavimento do subsolo, próximo ao poço do elevador onde aconteceu a queda, o engenheiro Luciano Bucharles subiu até o 15º andar onde Jorge Mello e Edvaldo Junior estavam trabalhando e em seguida visitou a cobertura do prédio, onde está o motor do elevador, um aparelho instalado provisoriamente. Lá, Bucharles fez fotos e mediu os cabos de sustentação. Ele foi acompanhado por seis funcionários da Thyssen Sur, um deles um perito aposentado de Recife (PE) que presta serviços para a empresa e veio a Londrina exclusivamente para acompanhar os trabalhos da Criminalística. (S.L.)





