O Instituto de Criminalística (IC), de Londrina, coordenou ontem a remoção dos escombros da marquise do anfiteatro que desabou há uma semana, matando duas pessoas e ferindo outras 22, na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Conforme Daniel Felipetto, chefe do IC, a primeira etapa foi a retirada de duas hastes de sustentação com o apoio de um guindaste. Além do risco às pessoas que trabalhavam sob a laje quebrada ao meio, os cinco peritos queriam evitar mais danificações às hastes e ao resto do pilar. ''Possuímos registro fotográfico de tudo, mas queremos preservar, ao máximo, o material'', disse.
A escavação e posterior análise da fundação, da qual o pilar faz parte, é o mais importante passo na investigação. De posse do projeto original, os peritos avaliarão se a obra foi realizada conforme a proposta. Outra parte imprescindível na sustentação da marquise seriam duas vigas de concreto que deveriam estar fixadas na parede do anfiteatro. Todo esse trabalho seria realizado ontem mesmo. Apenas uma chuva muito forte interromperia a missão dos peritos, que foi acompanhada de perto por funcionários da UEL e bombeiros.
''Mesmo que a marquise estivesse coberta por água (máximo de quatro mil litros) ela não desabaria se o coeficiente de segurança da estrutura estivesse correto. Caso não encontremos erros na execução do projeto, pediremos apoio ao laboratório de resistência da Itaipu Binacional (em Foz do Iguaçu) na análise dos materiais utilizados'', adiantou Felipetto.

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