Peritos reconstituem morte de empresário
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quinta-feira, 23 de novembro de 2000
Carolina Avansini De Londrina 
O Instituto de Criminalística (IC) de Londrina realizou ontem a reconstituição do crime que resultou na morte de Antônio Caporali, 79 anos, atingido por dois tiros de revólver calibre 38 no dia 6 de abril de 1999, no local onde funcionava a transportadora de combustíveis Transpetrol, na Rua Bahia, 1.334 (centro).
O procedimento contou com a presença de Geraldo Fernandes Júnior, 29 anos, que estava no local no momento do crime e foi apontado como autor dos disparos no laudo emitido pelo IC na época. Ele também foi atingido por quatro tiros disparados pela mesma arma, que pertencia à vítima.
Antigo dono da Transpetrol, Antônio Caporali havia vendido a empresa para Geraldo e Admir José Montana, antigos funcionários da transportadora. Segundo Maria Aparecida Campos, filha de Antônio que acompanhou a reconstituição, na época ele se arrependeu da transação e tentou comprar a empresa de volta.
A delegada Valdete Testoni, que preside o caso, não permitiu que a imprensa acompanhasse o trabalho do IC, alegando que a investigação poderia ser prejudicada. De acordo com o perito criminal Denilson Santos, o procedimento de ontem foi baseado na versão de Geraldo, que negou ter atirado. Ele nos afirmou que estava sentado em uma mesa, recebeu os tiros disparados por Antônio, viu um clarão e desmaiou. Ao acordar, pegou o telefone e ligou para o Siate, contou.
O laudo do Instituto de Criminalística emitido anteriormente também concluiu que o tiroteio foi iniciado por Antônio. Porém, relata que Geraldo foi atingido pelos tiros, conseguiu tomar a arma e disparou de volta uma vez. Em seguida, recarregou o revólver e antigiu Caporali duas vezes. Para o Instituto de Criminalística, o laudo é conclusivo, afirmou o perito.
Os resultados da reconstituição devem sair em dez dias. A reportagem da Folha tentou falar com a delegada Valdete Testoni após o término do procedimento, mas ela não concedeu entrevista.


