Peritos querem mais autonomia
Peritos querem mais autonomia
Marccio W. Varella
Marcos NegriniReunião discutiu integração e autonomia do IML e da CriminalísticaO Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá querem mais autonomia para poder ajudar as polícias Civil e Militar em casos de acidentes de trânsito, tentativas de homicídios e homicídios, roubo de veículos e estelionato. As condições para o trabalho integrado das polícias e dos institutos foram apresentadas ontem em Maringá pelo chefe da Seção Técnica do IC, perito José Ricardo Fiedler, aos comandantes da PM, Corpo de Bombeiros, Batalhão de Trânsito, Polícia Rodoviária e delegados da Polícia Civil.
Fiedler sugeriu que os peritos, no caso de acidentes, fossem chamados ao mesmo tempo em que os policiais. Isto facilitaria o nosso trabalho porque, por exemplo, ao chegar no local de um acidente de trânsito, poderíamos achar tudo do jeito que aconteceu, sem ninguém ter mexido em nada, disse. Ele informou que a Telepar já franqueou telefones celulares para os cinco peritos que trabalham com ele no IC.
O perito fez uma análise dos laudos periciais - disse achá-los incompletos -, e se propôs a melhorar os documentos, incluindo mais dados e informações.
Pela lei, afirmou, os peritos criminais devem estar presentes em todos os casos em que as polícias forem chamadas. O trabalho do perito faz juízo de valor e pode ser a sentença do juiz, disse ele.
Fidler disse ser favorável ao projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa e que prevê a desvinculação burocrática do IC e do IML da Polícia Civil. Formaríamos a chamada Polícia Científica, com verbas próprias para poder comprar material de consulta e de pesquisa, afirmou.





