Peritos não têm o que comemorar
Se ontem à tarde o clima era de otimismo e satisfação na entrega das 12 novas viaturas ao 5º BPM, na sede da Polícia Científica de Londrina (ex-Instituto de Criminalística) o aniversário de 30 anos do órgão teve pouca comemoração. Frustrados com a ausência do secretário Luiz Fernando Delazari, os funcionários lamentaram a chance de levar até ele as reivindicações feitas pela categoria há pelo menos oito anos.
''Estamos com sérias limitações materiais. O único microcomputador que temos é cedido pelo Instituto Médico-Legal (IML); sem contar que atendemos uma área de 98 municípios com dois carros. E, para piorar, o número de peritos que temos hoje, 13, é exatamente o mesmo de há três décadas'', reclamou o perito-chefe da Criminalística, Darci Doria de Faria.
Por sua vez, Delazari anunciou novos investimentos no setor, por meio de uma parceria entre as secretarias de Segurança e Planejamento, em um projeto batizado de Geo-processamento. ''Vamos mapear a atividade criminosa no Paraná em tempo real, com computadores, o que possibilitará à polícia se antecipar ao bandido e conter o crime organizado'', anunciou o secretário, que deu um prazo de seis meses para a implantação da medida em Londrina.





