Foi aberto ontem à noite, em Londrina, o 2º Seminário Paranaense de Perícia, organizado pelo Sindicato das Empresas Contábeis de Londrina (Sescon) e direcionado a profissionais das áreas de engenharia, contabilidade, administração, economia, grafotécnica, medicina, odontologia e medicina veterinária. O evento acontece no auditório do Conselho Regional de Contabilidade (Rua Espírito Santo, 199 1º andar) e até o seu encerramento, hoje à tarde, abordará assuntos como alterações do Código Civil que influenciam a profissão de perito, mercado de trabalho, entre outros.
Dois profissionais paranaenses, Luiz Roberto Falat e Hildebrando Magno Rebello Filho, da empresa curitibana Peritos Associados, participam como mediadores da palestra ''Grafoscopia Tipos de Falsificação'', do professor Carlos Augusto Pedondres, hoje, a partir das 10h15. Os dois peritos apresentam cursos e palestras em todo o Brasil e alertam sobre os principais golpes envolvendo falsificações, direcionados aos profissionais que lidam diariamente com documentos (cartórios, instituições financeiras, comerciantes, etc).
Falat e Magno são peritos há 12 anos e prestam serviços a Varas Cíveis, cartórios e associações comerciais. No próximo mês, lançam dois livros sobre perícia por uma editora curitibana. ''Estamos no final do ano e os falsários estão aí, tentando garantir o seu Natal'', afirma Magno. Nestas palestras, os dois peritos descrevem métodos para identificar fraudes, especialmente, em cheques (veja reportagem nesta página), área pela qual os falsificadores têm demonstrado predileção. ''As pessoas que recebem cheques diariamente, especialmente comerciantes, poderiam ser menos lesados se prestassem mais atenção às folhas que recebem. Apesar da sofisticação de muitas falsificações, quase todas são detectáveis com um olhar mais atento'', explica Falat.
Magno e Falat destacam cuidados indispensáveis no manuseio de cheques, que incluem: observar recortes nas áreas de valor extenso e numérico (indícios de fraudes); examinar os espaçamentos de letras e números no documento, que possam oferecer lacunas para a inserção de valores maiores; atentar para o campo da tarja magnética, principalmente, no espaço destinado ao número do cheque, que pode ser recortado para fraude; desconfiar de cheques preenchidos com máquinas que contenham sinais estranhos, que possam gerar falsificação, ou com caneta de cor diferente da assinatura.
''É bom não ficar longe do talão. Em viagens de ônibus, você vai ao banheiro, e alguém do lado pode arrancar as últimas folhas do seu cheque. Você só vai perceber que foi roubado no final do talão ou quando tirar o extrato'', afirma Falat. Com cartões de créditos, os cuidados são conhecidos: não informar a senha, nunca perder o cartão de vista e requerer o carbono em comércios que ainda utilizem sistema manual. ''Ficar de olho é essencial'', avisa Magno.
Serviço:
As palestras do seminário são restritas a inscritos no evento. Inscrições podem ser feitas na hora e custam R$ 120 para profissionais e R$ 60 para estudantes.

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