A delegada do 1º Distrito Policial de Londrina, Waldete Testoni, ainda não instaurou inquérito para apurar responsabilidades sobre o incêndio no açougue Ponto da Carne. Segundo a delegada, é provável que seja feito apenas um termo circunstanciado policial (tecip) e não inquérito. De acordo com ela, a pena por lesão corporal culposa (sem intenção) é de dois meses a um ano de prisão.
Waldete disse que está esperando as vítimas do incêndio – o proprietário do açougue Ailton Albuquerque Júlio, 33 anos, e o funcionário Franklin da Cruz Gonzaga, 23 anos – estarem em condições de prestar informações para decidir por um ou outro procedimento policial. ‘‘Nós temos que ouvir as vítimas e as testemunhas do fato’’, ressaltou. ‘‘Como estou acompanhando pela imprensa, sei que agora elas não têm condições de falar e vou ter que esperar um pouco’’, explicou.
O perito do Instituto de Criminalística, Daniel Filipeto, esteve ontem à tarde no açougue para colher provas. Segundo ele, a explosão não foi causada por curto-circuito. ‘‘Parece que um dos funcionários estava instalando o botijão e houve o vazamento. O gás se espalhou e como haviam assadeiras no local acabou acontecendo a explosão.’’ Alguns botijões foram levados pelo perito para que seja feita a análise das válvulas. (Colaborou Célia Polesel)

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