No depoimento da primeira testemunha, no sábado, o perito aposentado Arthur Conrado Drischel disse que o corpo encontrado em Guaratuba, em 22 de abril de 1992, pode não ser do menino Evandro Caetano Ramos. Entre as justificativas apresentadas pelo perito á- que é testemunha do juízo - estão a altura do cadáver, inadequada para uma criança de 7 anos, que deveria ser menor que o 1,19 m do corpo.
O perito afirmou que as incisões no corpo do suposto Evandro poderiam ter sido feitas por ‘‘mãos experientes’’, como de um médico ou de um técnico da área. Drischel disse que não poderiam ter sido feitas com uma serra, peça que, de acordo a Polícia, teria sido usada no ritual de magia negra em que, segundo a acusação, morreu Evandro. Segundo Arthur Drischel, a retirada das mãos e do couro cabeludo evidenciariam que a pessoa não queria a identificação do cadáver.
Durante a descrição das condições em que foi encontrado o corpo, os pais de Evandro - Ademir e Maria Caetano Ramos - saíram nervosos da sala de audiência. (I.R)

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