de Curitiba
O perito Vitório Librelon, responsável pela elaboração do laudo sobre a morte do universitário Rafael Rodrigo Zanella, de 20 anos, disse ontem que a cena do confronto foi ‘‘mexida e maquiada’’. Zanella foi morto por policiais civis com um tiro na cabeça, na última quarta-feira à noite em Curitiba. O estudante estava em seu carro (um Escort) na companhia de mais três amigos. Um deles, Wilson Gevard, de 19 anos, conhecido como ‘Camarão’, é acusado pela polícia de tráfico de drogas.
‘‘A arma (com que Zanella teria atirado) deveria estar no colo do estudante, só que quando eu cheguei lá ela já tinha sumido’’, disse o perito. Os detetives alegam que, ao darem voz de prisão, foi disparado um tiro do Escort e outro de um Gol branco estacionado na frente do carro. Os policias teriam revidado. Segundo os detetives, além da arma que estaria com Zanella, eles encontraram 500 gramas de maconha no carro e mais uma quantidade da droga dentro da cueca de Zanella.
A perícia vai dizer se o tiro que matou o estudante foi disparado pelos detetives ou pelo motorista do Gol branco, que teria fugido. O perito solicitou também para exame as roupas de ‘Camarão’, que estava no banco da frente do Escort ao lado de Zanella, que dirigia.
Uma das teorias de Librelon é que os adolescentes já estavam rendidos quando Zanella foi morto. ‘‘Se eles ainda estavam dentro do carro, a massa encefálica do estudante, detonada pelo tiro, deveria ter caído no colo do Wilson. Só que ela estava em cima do banco’’, disse o perito.

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