Perito da Polícia Científica escreve livro sobre tatuagens de presos
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sábado, 26 de janeiro de 2013
Redação FolhaWeb com AEN 
A tatuagem, criada no Egito há 4 mil anos, sempre foi vista como forma de comunicação. Dentro das penitenciárias, revela o perfil psicológico do criminoso e o crime que cometeu, conforme mostra o perito da Polícia Científica do Paraná Jorge Luiz Werbitzki no livro que deve lançar em dois meses. "Linguagem de cadeia" é fruto de dez anos de análise e fotografias de tatuagens de presos do sistema penitenciário.
De acordo com ele, a tatuagem é um código de hierarquia dentro do presídio. O desenho indica se o preso vai comandar uma cela ou vai ser o "submisso", conforme é chamado. Quem pertence a organizações criminosas frequentemente tem tatuada no braço direito uma carpa (peixe que nada contra a correnteza).
Existem desenhos que são nacionalmente usados em penitenciárias, como a caveira. Indicando morte, diversas caveiras identificam o preso como homicida. Velas também indicam este crime. Caveira com facas cravadas no crânio significa assassino de policiais.
O pesquisador comenta que é importante as pessoas saberem o que os desenhos significam, pois, se forem vítimas de algum crime, pela tatuagem é possível identificar o criminoso, junto aos traços físicos solicitados para o retrato falado. "É essencial que policiais também tenham conhecimento, pois a tatuagem mostra quais crimes aquela pessoa cometeu, auxiliando no trabalho de investigação", afirma Werbitzki que está em seu segundo livro. Ele está programando uma visita à Escola Penitenciária de São Paulo, onde existe um acervo histórico com 40 mil tatuagens, com fotos tiradas desde 1920.
O perito, além das tatuagens, estuda gírias, códigos e desenhos dos presos, bem como a comunicação por espelhos, isqueiros e camisetas dentro da prisão. O livro ficará pronto em dois meses. Uma exposição será organizada por Werbitzki, que pretende apresentar o trabalho em empresas, escolas e órgãos públicos.


