As festas de final de ano se aproximam, as férias de verão também. Milhares de pessoas aproveitam esta época para viajar, aproveitando o sol e calor típicos da estação. Porém, segundo informações da Polícia Militar de Londrina, é neste período que o número de furtos à residências aumenta. De dezembro de 2002 a janeiro de 2003 foram registrados mais de 400 furtos na cidade, fora aqueles em que as vítimas não deram parte à PM. As regiões mais atingidas no primeiro semestre de 2003 foram o Jardim Leonor (Zona Oeste), Vivi Xavier (Zona Norte), Parque das Indústrias (Zona Sul) e a região central.
De acordo com o capitão Altivir Cieslak, apesar de sempre haver um aumento de furtos nos meses de férias, os dados mostram que, de 2002 para 2003, houve uma queda de 5,6% nos números de arrombamentos. ''Esta queda é fruto do trabalho preventivo da PM associado a um maior cuidado por parte da população'', explica. Ele também lembra que o mês de março é o que tem mais registros, pois é quando algumas famíliares retornam e percebem que foram assaltadas. Em março deste ano foram registrados 164 furtos qualificados.
Acúmulo de jornais em frente a residência, luzes acesas durante o dia ou entrada da casa suja são alguns dos indicativos que a família está fora. Segundo o superintendente da 10 Subdivisão Policial de Londrina (SDP), Francisco de Assis, os ladrões costumam observar a movimentação da casa alvo antes de praticar o arrombamento. ''Eles trabalham com a hipótese da casa estar vazia, pois a ação fica mais fácil'', explica Assis.
Para evitar dores de cabeça no retorno da viagem, tanto a PM quanto a Polícia Civil aconselham que o proprietário do imóvel sempre deixe uma pessoa responsável pela limpeza e para recolher os jornais. O vizinho, segundo a polícia, pode ser o principal aliado para evitar furtos desde que saiba que a família está em viagem. ''Em muitas ocorrências, os vizinhos relatam que notaram a movimentação mas como não sabiam que a casa estava vazia não prestam atenção maior'', conta Assis.
Contudo, o capitão Cieslak lembra que nem toda a vizinhaça precisa saber da viagem. Para isso, Cieslak aconselha que os empregados e parentes sejam orientados a não comentar sobre viagens e hábitos da família com pessoas estranhas. Na volta ao lar, se notar luzes acesas, portas ou janelas abertas ou qualquer sinal suspeito, o capitão orienta a chamar a polícia antes de entrar em casa.
Segundo Francisco de Assis, veículos estranhos parados em frente à residência podem indicar o arrombamento. Uma outra prática dos ladrões, de acordo com ele, é colocar o veículo dentro da garagem para facilitar o transporte de produtos furtados. Ele explica que o vizinho não precisa se envolver, basta apenas dar um telefonema para a polícia. ''Em algumas palestras para a comunidade eu tenho ressaltado que cada cidadão é um policial'', relata Assis. A mesma prática é defendida pela Polícia Militar.
A presença de um cão de guarda ou alarmes são fatores que desestimulam a ação dos marginais, segundo a polícia. Porém, é importante lembrar que eles funcionam como alerta e não impedem assaltos e arrombamentos. Os conselhos dados pela polícia também não evitam o crime, mas atrapalham a ação dos ladrões. ''Qualquer coisa que dificulte o assalto é válido'', conclui Assis.

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