Perigo ronda os mototaxistas
Os mototaxistas Cícero Aparecido Barbosa, 37 anos, e Antonio Jerônimo, 26 anos, ligados à mesma Central, acreditam que atenção, direção defensiva e sorte são imprescindíveis no dia-a-dia de quem trabalha neste ramo. Para eles, o maior perigo tem sido os carros que avançam a preferencial. ''Além disso, sofremos com os ônibus, que impedem nossa passagem; os motoristas que estão a passeio e os apressadinhos, que - praticamente - nos empurram de lado. Considerando que trabalhamos com o tempo contado, fica cada vez mais difícil dirigir tranquilo nesta cidade'', desabafa Barbosa, que está há 11 anos na profissão.
Outra reclamação da categoria é quanto à concorrência dos mototaxistas clandestinos. Esta condição os livra da fiscalização, cumprimento de normas e pagamento de taxas, como, por exemplo, porte da identidade profissional, seguro de vida obrigatório para si e passageiro, utilização de coletes e capacetes e troca por veículo novo a cada cinco anos. ''A gente trabalha legalizado porque acredita que, um dia, isto será regra e não queremos perder a vaga. Mas isso nunca acontece. Na prática, a única vantagem da legalização é garantir um local para descanso e alimentação, banheiro e telefone, onde podemos fidelizar nossos clientes'', disse Barbosa.
Conforme João Figueiredo Arruda, responsável pelo setor de fiscalização da CMTU, em Londrina existem aproximadamente 60 Centrais de Mototaxi, com cerca de 500 motociclistas em atividade. Para trabalhar legalmente, eles pagam R$ 12,28 pela carteira de identificação (obrigatória e válida por um ano); R$ 24,57 pela vistoria semestral do veículo e seguro de vida (R$ 10 mil para invalidez e R$ 10 mil para morte). ''Eles não entendem que os agentes fiscalizam o cumprimento da legislação de trânsito e do Código Municipal de Posturas. Coibir a clandestinidade é função da Secretaria Municipal da Fazenda'', alegou Arruda. Ele também acredita no colapso preemente do trânsito em Londrina.(B.R.)





