Perigo em linha férrea
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Paulo Monteiro<br>Equipe NOSSODIA 
Londrina - Uma rápida caminhada ao lado da linha férrea no Jardim Paraíso, na zona norte de Londrina, revela muitos dormentes deteriorados, parafusos desatados e mato alto. Em alguns pontos, o trilho chega a vibrar com um simples pisão. Moradores vizinhos estão preocupados pois vagões carregados, inclusive com combustíveis, passam diariamente pelo trecho e cortam também avenidas e passarelas da região.
Completamente podres, alguns dormentes se soltaram das linhas e estão caídos ao lado dos trilhos. De tão folgados, alguns parafusos estão soltos sobre a linha. Em alguns casos, as presilhas, que deveriam estar seguras com pelo menos dois parafusos, não possuem nenhum sequer.
O risco para a vizinhança é grande, pois a linha férrea atravessa uma área densamente habitada do Jardim Paraíso. No bairro, o trem passa sobre a Avenida Águia Imperial e a passarela subterrânea da Rua Patativa, que é rota para os alunos da Escola Municipal Haydee Colli Monteiro.
O sargento do Corpo de Bombeiros, Paulo César de Oliveira, conta que já havia identificado a mesma situação em outro bairro da região norte em 2013. "Observei este problema na linha de trem que passa pelo nosso bairro, o Conjunto Milton Gavetti. Comuniquei a ALL (América Latina Logística), fui atendido e o reparo foi realizado", aponta Oliveira.
"As madeiras (dormentes), principalmente, se deterioram com o passar dos anos. Além da ação dos próprios organismos da natureza, ficam podres com chuva e sol. Por isso, acredito que o recomendável é que este problema seja resolvido, uma vez que quando os trens passam, os trilhos acabam se abrindo e, com a deterioração dos dormentes, o risco de tombamento é grande", alerta o sargento. "Muitos dos vagões estão carregados com combustíveis e, se tombarem, podem causar um grande dano ambiental", completa.
RESPOSTA
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da América Latina Logística (ALL) e questionou sobre a necessidade de avaliação ou troca de peças no trecho, mas não obteve resposta. Em nota, a ALL limita-se a informar que "realiza manutenções frequentes das linhas férreas, elevando constantemente os padrões de segurança das vias" e cita que, desde que assumiu as concessões da malha ferroviária, em 1997, "investiu mais de R$ 12 bilhões na recuperação, melhoria, ampliação, material rodante (locomotivas e vagões) e em tecnologia de operação". Com isso, segue a nota, os acidentes caíram 80% desde 2006. (P.M.)


