Perigo é maior do que se imagina, alertam bombeiros
Imprudência e falta de técnica estão por trás dos afogamentos fatais envolvendo jovens e adultos. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Wilson Oliveira Paulino, pesquisas apontam 150 mil mortes decorrentes desse tipo de acidente, a cada ano, em todo o mundo. Na região atendida pelo batalhão de Londrina, que abrange nove municípios, 39 pessoas morreram em 2002.
Hoje, de acordo com o tenente, nenhuma parte do Lago Igapó é segura para banho. Com relação a outros locais, Paulino alerta que o perigo está em qualquer porção de água cuja profundidade seja superior ao tamanho do banhista. ''Para uma criança pequena, uma grande poça d'água já é perigosa'', exemplifica. O tenente ressalta ainda que até mesmo piscinas particulares oferecem grande risco, uma vez que muitos responsáveis desconhecem normas de segurança.
O Corpo de Bombeiros lista algumas recomendações para os banhistas: só nadar em locais conhecidos; evitar a ingestão de comida ou bebidas alcóolicas antes de entrar na água; ter noção da própria capacidade física; e, de preferência, usar bóias, no caso das crianças. Os bombeiros alertam que pessoas sem domínio das técnicas de salvamento não devem se aventurar em resgates, sob pena de serem puxados para o fundo da água junto com as vítimas.





