De­pois de me­ses de bai­xas tem­pe­ra­tu­ras, o ca­lor fi­nal­men­te es­tá de vol­ta. O tem­po quen­te ­abre a tem­po­ra­da de di­ver­são pa­ra ba­nhis­tas em to­do o ­País mas faz au­men­tar tam­bém o ris­co de aci­den­tes na ­água, tan­to em pis­ci­nas, ­rios e la­gos quan­to no mar. Por con­ta dis­so, os Bom­bei­ros do Pa­ra­ná já re­for­çam o aler­ta.
  ‘‘As ocor­rên­cias têm au­men­ta­do bas­tan­te por con­ta do ca­lor e do au­men­to na mo­vi­men­ta­ção de tu­ris­tas nas ­praias’’, ci­tou o te­nen­te Dou­glas Mar­tin Kon­flanz, do 2º Sub­gru­pa­men­to dos Bom­bei­ros em Pa­ra­na­guá.
  O ofi­cial co­men­tou ain­da que boa par­te dos afo­ga­men­tos, prin­ci­pal­men­te du­ran­te fe­ria­dos pro­lon­ga­dos, têm re­la­ção com a in­ges­tão de be­bi­da al­cóo­li­ca. ‘‘A pes­soa aca­ba ten­do uma fal­sa sen­sa­ção de se­gu­ran­ça, exa­ge­ra e não ob­ser­va a ques­tão dos ris­cos se afas­tan­do da fai­xa de se­gu­ran­ça, des­res­pei­tan­do a si­na­li­za­ção. Quan­do ocor­re um im­pre­vis­to, a pró­pria rea­ção des­sa pes­soa em ca­so de ris­co tam­bém fi­ca com­pro­me­ti­da.’’ O ca­bo Ro­san Fer­nan­des de Sou­za, de Lon­dri­na, tam­bém des­ta­cou o pe­ri­go das pes­soas na­da­rem nos la­gos Nor­te e Iga­pó, mes­mo com a proi­bi­ção.
  No mar, um dos prin­ci­pais pe­ri­gos é a cor­ren­te­za, que po­de ar­ras­tar os ba­nhis­tas pa­ra lon­ge da fai­xa de se­gu­ran­ça. ‘‘A gen­te sem­pre fa­la: ­água no um­bi­go, si­nal de ­perigo’’, orien­tou Kon­flanz.
  Pa­ra ­quem fre­quen­ta ­rios ou la­gos, prin­ci­pal­men­te os ur­ba­nos co­mo Iga­pó, Ca­bri­nha e Nor­te, em Lon­dri­na, a orien­ta­ção é pa­ra, an­tes, se cer­ti­fi­car se o lo­cal é im­pró­prio pa­ra ba­nho: se for, a en­tra­da não é per­mi­ti­da. ‘‘Po­de­mos até re­ti­rar a pes­soa e dar voz de pri­são, no ca­so de­la se re­cu­sar a ­sair’’, ad­ver­tiu. Nos ca­sos do ba­nho ser per­mi­ti­do, a di­ca é não se afas­tar das
mar­gens.
  Sou­za ex­pli­cou que ­rios e la­gos têm ar­ma­di­lhas co­mo bu­ra­cos e en­tu­lhos – la­tas, to­cos, vi­dros, res­tos de re­des –, que po­dem ma­chu­car e pren­der o ba­nhis­ta no fun­do. Ou­tro ris­co é o lo­do. ‘‘Na me­di­da em que a pro­fun­di­da­de au­men­ta, o lo­do fi­ca ins­tá­vel e po­de fa­zer com que o ba­nhis­ta ­atole’’, es­cla­re­ceu.


● Provocados pela imersão prolongada do organismo em um meio líquido. Manifestam-se por agitação, dificuldade respiratória, inconsciência e parada respiratória e cardiáca


● É o trecho em que a sua corrente vai mais rápida (acima do fluxo médio), geralmente formando ondulações e pequenas ondas, e ocorre usualmente em um terreno raso e acidentado

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