Luciana Pombo
De Curitiba
Áreas de difícil acesso, com esgoto a céu aberto, lixo espalhado pelas esquinas e ruas sem um nome oficial. Este é o quadro visto na Vila Autódromo, na periferia de Curitiba, divisa com Pinhais, na região metropolitana da cidade. Os carteiros deixam de entregar as cartas e correspondências diárias nos endereços ainda não formalizados e milhares de pessoas deixam de receber, comodamente, as cartas em casa. Segundo estimativa dos Correios, das cerca de 1,5 milhão de cartas entregues diariamente na cidade, 1,5% (cerca de 22,5 mil correspondências) deixam de ser entregues por causa da estrutura deficiente de alguns bairros da periferia. Deste total, 45% são cartas remetidas dentro do próprio Estado e 55% de outras localidades.
‘‘Nossa maior dificuldade é a desorganização das ruas. Muitas não têm nome oficial e nem constam no mapa da cidade. É impossível localizar a residência’’, justifica Luiz Claudiomiro Sacoman, gerente regional dos Correios em Curitiba. De acordo com ele, bairros como o Tatuquara, próximo à Cidade Industrial de Curitiba, Vila Autódromo e Vila São Domingos são os mais deficientes. ‘‘Nestas localidades não existe um padrão’’, conta ele.
Em toda a cidade, trabalham na entrega de cartas cerca de 600 carteiros, que fazem desde a distribuição simples até a motorizada. Na maior parte dos bairros, a entrega das correspondências é feita diariamente.
A Secretaria Municipal de Urbanismo informou ontem que todas as regularizações de nomes de ruas e números de residências estão sendo feitas diariamente na cidade para diminuir os transtornos dos carteiros e o atendimento de emergências médicas. Por mês, são refeitos cerca de 500 números de casas nos diversos bairros de Curitiba.
Após a alteração numérica predial de uma residência ou edifício, o morador ou responsável pelo imóvel tem um prazo de até três meses para tomar as providências cabíveis. Após este período, ele fica sujeito a uma multa de cerca de R$ 34,32.

mockup