O Núcleo de Combate aos Ciber Crimes (Nuciber), da Polícia Civil do Paraná, está periciando o computador pessoal da estudante Amanda Rossi, 21 anos, morta em outubro no campus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul de Londrina). Os peritos começaram a trabalhar há pouco mais de duas semanas e já conseguiram recuperar algumas informações que foram repassadas à Delegacia de Homicídios de Londrina.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, manteve o sigilo sobre as informações recuperadas até o momento mas revelou ter esperança de que a perícia renda frutos. A expectativa é que os peritos consigam recuperar dados e mensagens enviadas e recebidas pela estudante, mesmo aquelas já apagados. O trabalho do Nuciber não tem data para ser concluído e informações relevantes estão sendo repassadas periodicamente ao delegado-operacional Lanevilton Moreira, que comanda as investigações sobre o crime.
Além da perícia no computador pessoal da estudante morta, a polícia está apurando também outras informações levantadas nas últimas semanas. O delegado-chefe, no entanto, preferiu não dar detalhes para não prejudicar os trabalhos.
Barroso reafirmou que o assassinato de Amanda continua sendo prioridade para a Polícia Civil e reiterou que a investigação chegará à autoria. ''É uma prioridade mas não podemos atropelar os fatos'', ressaltou, lembrando que a busca é por provas materiais que liguem os suspeitos ao crime.
Amanda foi morta na noite do dia 27 de outubro, durante um festival de música que acontecia no campus da Unopar, onde ela cursava o terceiro período de Educação Física. O corpo só foi encontrado dois dias depois, dentro da sala de máquinas da piscina do campus. A estudante foi agredida no rosto e esganada em seguida. Sua bolsa e seu telefone celular não foram localizados até hoje.

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