Perícia rejeita tese da defesa de Suely
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segunda-feira, 30 de junho de 1997
Da Redação 
O Instituto de Criminalítica de Londrina finalizou a reconstituição por computador em três dimensões da morte da secretária Jacqueline Carneiro Lobo, assassinada com um tiro na cabeça pela dona-de-casa Maria Suely Costa Moura. O crime aconteceu num escritório de advocacia no centro da Cidade, em 22 de novembro do ano passado.
A reconstituição computadorizada foi feita a pedido dos advogados de defesa; eles querem provar que a vítima, antes de morrer, teria provocado a acusada.
Conforme o laudo da Criminalística, não existem indícios de que minutos antes de morrer Jacqueline tivesse feito qualquer tipo de referência a Maria Suely. O pivô do crime seria o médico e professor João Bento Moura Neto, ex-marido de Maria Suely e namorado de Jacqueline.
As imagens animadas têm duração de dez segundos e mostram que Jacqueline saía do escritório e passou em frente à porta da sala onde Maria Suely estava com a arma na mão (pistola Taurus 6.35). Naquele momento, a dona-de-casa ameaçava se matar sentada em uma cadeira, e policiais militares tentavam acalmá-la. A secretária foi morta quando se aproximava da porta de saída e precisou voltar para pegar a bolsa que havia esquecido. Maria Suely então teria se levantado da cadeira rapidamente e, por trás de um policial que estava na porta, disparado a arma.
O perito criminal Luciano Bucharles disse que Maria Suely precisou se levantar e ir quase até a porta, porque Jacqueline estava fora do seu ângulo visual. Segundos antes de ser morta, Jacquelien Carneiro Lobo vítima teria dito apenas: Esqueci a bolsa. Pela situação apresentada no laudo, o perito descarta qualquer hipótese de a vítima ter provocado sua matadora.


