A definição sobre o pagamento da perícia que vai identificar a extensão dos danos ao meio ambiente no Jardim Neman Sahyun (Zona Sul de Londrina) deverá demorar pelo menos mais duas semanas. O prazo inicial determinado pelo juiz José Ricardo Alvarez Vianna, da 8ªVara Cível, venceu na terça-feira. O setor jurídico do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), no entanto, informou que vai aguardar a publicação da decisão do Diário da Justiça do Estado do Paraná.
  Cerca de 200 lotes da área estão embargados por força de uma ação movida pela organização não-governamental Meio Ambiente Equilibrado (MAE). A área loteada é repleta de minas de água e o estudo vai definir quais lotes poderão ser liberados. A inversão do ônus da prova – sobre os supostos danos – , contra o IAP e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, foi decidida em audiência na 8ªVara Cível na semana passada. No mês passado, os moradores haviam feito um protesto pedindo agilidade da Justiça.
  De acordo com a assessora jurídica do IAP em Londrina, Elaine Gomes Condado, por imposição legal, os órgãos públicos têm obrigação de recorrer em todos os casos até que não caibam mais recursos. ‘‘O despacho do juiz foi dado no dia seguinte. Por isso, as partes não saíram intimadas da audiência’’, explicou.
  O advogado Tito Valle, que representa parte das famílias que estão com os imóveis embargados, disse que se os órgãos recorrerem, a defesa pretende rebater os argumentos na Justiça. ‘‘O município e a loteadora têm a obrigação de pagar pela perícia, uma vez os adquirentes dos terrenos estão ficando com todo o ônus’’, lamentou.
  Integrante da ONG MAE, o advogado Carlos Levy salientou que a obrigação do poder público é ‘‘zelar pelo meio ambiente e não postegar ainda mais os danos.’’
  A Prefeitura informou, através da assessoria de imprensa, que a Procuradoria Jurídica do Município está analisando o caso, mas que por obrigação legal vai recorrer da decisão da Justiça. A reportagem entrou em contato com a Loteadora Pavibrás, mas não obteve retorno.

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