Perícia indica que tiros teriam partido de fazenda
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de julho de 2003
Marta Medeiros <br>Equipe da Folha 
Maringá - O delegado de Nova Esperança (35 km a noroeste de Maringá), Valdir Samparo, responsável pelo inquérito que apura o conflito entre fazendeiros e trabalhadores sem-terra que terminou com um assentado ferido, disse ontem que os vestígios recolhidos pela perícia indicam que o ataque contra o acampamento do MST partiu somente da Fazenda Roma, em Uniflor (49 km ao norte de Maringá). Samparo afirmou que não há evidências de que os sem-terra responderam aos disparos, na noite da última quinta-feira. O delegado espera o resultado da perícia para esta semana e pretende, a partir de hoje, solicitar as armas da Fazenda Roma para confrontar a balística também com os projéteis recolhidos no local do ataque.
O confronto da balística, pela perícia, deve ainda analisar as marcas em um veículo do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) atingido com tiros no dia do conflito e da bala recolhida no corpo do assentado Emílio José Teixeira, 26 anos. Teixeira continuava ontem internado na enfermaria do Hospital Universitário de Maringá. Ele levou dois tiros de raspão e um na nádega direita que lesionou o abdomen e deve ser ouvido esta semana.
Segundo a PM de Nova Esperança, o clima na área ontem era tranquilo. A polícia informou que mantém seis policiais no acampamento, transferido na última sexta-feira da entrada da fazenda para às margens da PR-463 entre Uniflor e Paranacity.


