A perícia técnica determinada pela Justiça deverá começar amanhã as perfurações de poços em áreas interditadas no Pool de Combustíveis. A equipe de peritos é composta por professores da Universidade Estadual de Londrina. O local inclui área interditada pelo Instituto de Criminalística que ainda não conseguiu realizar trabalho pericial porque aguarda liberação de verba por parte da Secretaria de Segurança Pública.
O trabalho tem como objetivo localizar a origem do vazamento de óleo que atingiu o Ribeirão Lindóia (zona leste) em maio deste ano. Além do Pool, a América Latina Logística (ALL) também é suspeita do vazamento.
Segundo o coordenador de peritos, o especialista em ecologia do solo Galdino Andrade Filho, os trabalhos estão dentro do cronograma estipulado e deverão ser concluídos até o final de agosto. ''As avaliações do vazamento estão sendo bem encaminhadas e desenvolvidas dentro dos aspectos químico, ambiental e sócio-econômico da questão'', disse Filho.
Para o promotor substituto de Defesa do Meio Ambiente, Bruno Galatti, a conclusão do trbalho da perícia judicial é fundamental para o processo administrativo aberto pela promotoria para investigar o vazamento. ''É a contraprova que servirá de comparativo com o resultado dos estudos das empresas suspeitas'', afirmou. Ele também informou que a conclusão do trabalho da perícia judicial pode ser nomeada como prova da polícia técnica, que a princípio seria feita pela Criminalística.
Anteontem, Galatti ouviu dois supervisores de operação e um diretor do Pool de Combustíveis. Nos próximos dias, deverá ouvir funcionários da América Latina Logística (ALL). Bruno não quis comentar sobre os depoimentos e ressaltou a importância da investigação ser concluída o mais rápido possível.
O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Andrew Pinheiro Neto, confirmou ontem que o Pool deverá entregar na segunda-feira laudo de estudo hidrogeológico feito no local. No dia 15 de agosto, ALL deverá concluir estudos. ''Os resultados serão avaliados tecnicamente, e se não forem conclusivos, novas estudos e perfurações serão determinados'', previu.

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