Perícia deve mostrar autor do disparo
A Polícia Militar reconhece a possibilidade de que o tiro que matou a servente pode ter saído da arma de um policial. O Comando de Policiamento da Capital (CPC) abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos e tentar descobrir o autor do disparo que matou Maria Aparecida Pereira. De acordo com o tenente-coronel Oscar Paluch, comandante do CPC, quatro viaturas, uma moto e 12 policiais estavam no local durante o confronto.
As seis armas que tiveram cartuchos detonados foram recolhidas e encaminhadas para perícia. Os seis policiais que atiraram foram temporariamente afastados e durante as investigações permanecerão em expediente administrativo dentro do quartel da Polícia Militar. Através da perícia nas armas e do exame de balística, que será feito no projétil que foi retirado da vítima, a PM pretende descobrir o autor do disparo.
Conforme depoimentos dos policiais que participaram da ocorrência, o coronel Paluch disse que os tiros partiram tanto da PM como dos moradores da favela. Os parentes da vítima garantem que os moradores da favela não dispararam nenhum tiro.
Entre as vítimas do confronto estão também três policiais militares. Dois tiveram ferimentos leves. O sargento Mateus, que precisou ser encaminhado ao hospital, foi atingido por uma pedra e teve que levar nove pontos na cabeça. O coronel lamentou o ocorrido e garantiu que o inquérito vai definir as responsabilidade e punir os culpados.
Essa é a segunda morte envolvendo a Polícia Militar de Curitiba em menos de uma semana. No domingo o pedreiro Aírton Cardoso dos Santos, 26 anos, foi morto com um tiro no tórax durante uma abordagem policial. (G.F.)





