Londrina - A diminuição do número de estudantes na rede pública, de acordo com a secretária educacional do Sindicato dos Professores do Estado do Paraná (APP-Sindicato), Walkíria Olegario Mazeto, não deve implicar, necessariamente, em migração para a escola particular. "Nem todos mudam para a rede privada. O número tem decrescido também porque temos redução na quantidade de filhos por família no País", sustenta.
Ela argumenta que no governo Fernando Henrique Cardoso houve uma campanha intensa para "favorecer" a rede privada de ensino no Brasil. "Houve política para sucatear a escola pública, tanto que está no imaginário das pessoas de que o privado é sempre melhor. Há um convencimento na mídia de que o resultado do particular é melhor, mas não é assim. Hoje, temos todo o tipo de escola, preço e qualidade", defende a professora. Para Walkíria, as alterações econômicas dos últimos dez anos permitiram que parte das famílias brasileiras realizasse o que até então estava no imaginário delas. Isso inclui as matrículas na rede privada.
Para não perder alunos para o ensino particular, a porta-voz do Movimento Todos pela Educação, Alejandra Melaz Velasco, sinaliza que é preciso investir em aprendizagem e ensino. A questão passa pelos insumos fundamentais para garantir melhores condições de trabalho, salário e plano de carreira aos educadores. "É preciso garantir uma formação inicial de qualidade aos professores, que contribua amplamente para prepará-los para o desafio da sala de aula, assim como relacionar estreitamente a formação continuada ao diagnóstico e necessidades verificadas pelo professor", sugere.(A.L.)

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