Perfil dos furtos e roubos muda e ocorrências caem
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de abril de 2000
Maigue Gueths <br> De Curitiba 
O número de furtos e roubos em Curitiba caiu de uma média de 30 para 20 ocorrências diárias durante os quatro dias do feriadão de Páscoa (de quinta-feira até a manhã de ontem). Esta queda é explicada principalmente em função da mudança de perfil nos furtos e roubos efetuados na cidade. Hoje, os ladrões preferem agir contra estabelecimentos comerciais ao invés de furtar residências. Como grande parte das lojas está fechada nos feriados, as ocorrências também diminuem.
A redução nesse tipo de caso é reflexo direto da queda no número de furtos a residências, mesmo durante os feriados, quando grande parte da população deixa a cidade. Na década de 90, em plantões de feriado chegávamos a atender até 25 ocorrências de furtos em residência. Hoje, as queixas de furtos em casas são de três a cinco por dia. Já os assaltos, caracterizados pelo uso de violência, graças a Deus são só de um a dois por semana, diz o superintendente da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, Carlos Chagas.
Por outro lado, a quantidade de assaltos e furtos a estabelecimentos comerciais vem aumentando. Entre os cerca de 80 registros efetuados na delegacia durante o feriadão, não houve nenhum caso violento. Foram só furtos e roubos em ônibus, mercados e farmácias, comenta Chagas.
Essa mudança de comportamento, segundo o superintendente, acontece por causa do fácil retorno financeiro nos casos de roubos e furtos no comércio, o que não acontece com os furtos e roubos a residências. É mais fácil o ladrão pegar dinheiro direto do que roubar televisões nas casas, por exemplo, e depois ter que vender este produto. O receptador também tem medo de pegar o produto porque a sua pena, se for pego, é quase igual a do ladrão, ressalta Chagas.
Para o superintendente, apesar da população em geral reclamar da falta de segurança, Curitiba ainda é uma cidade tranquila para se viver. Das 30 ocorrências diárias, segundo ele, cerca de 15 são de furto de documentos, sendo que metade destes casos acaba se revelando apenas extravio e não furto. Entre as outras 15 queixas, estão cerca de seis furtos ou roubos de veículos, três furtos de residências, mais furtos e assaltos a comércios e pedestres.


